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Colômbia considera assassinato do jornalista Guillermo Cano um crime contra a humanidade


O assassinato em 1986 de Guillermo Cano, editor e diretor do jornal El Espectador, não poderá prescrever. No entendimento do Ministério Público, trata-se de um crime de lesa-humanidade, informaram os jornais El Espectador e El Colombiano.

As investigações do crime, ainda impune, poderão assim continuar. Cano foi baleado por integrantes do cartel de drogas de Medellín, próximo ao edifício do jornal de sua família, que ele dirigia. Pouco antes, ele havia pedido ao governo medidas firmes contra os traficantes.

O assassinato poderia prescrever depois de 25 anos, mas o Ministério Público classificou o crime como de lesa-humanidade (que portanto não prescreve) com o argumento de que fez parte de um "plano sistemático e generalizado” dos narcotraficantes contra jornalistas, líderes e dirigentes políticos que defenderam a extradição dos chefes dos carteis do tráfico aos Estados Unidos, explicou o jornal El Tiempo.


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