Queda contínua de circulação nos últimos 60 anos sugere fim do jornal impresso, diz estudo canadense
Os jornais um dia não circularão mais, afirma um consultor canadense que analisou a circulação de publicações de Canadá, Estados Unidos e Grã-Bretanha em 60 anos, informou o Canadian Journalism Project (CJP).
Ken Goldstein, um consultor de Winnipeg, Manitoba, divulgou um relatório (em PDF) segundo o qual a circulação de jornais diários e pagos, em relação ao número de domicílios, tem caído continuamente desde 1950 nos três países. Entre os da Grã-Bretanha, a queda foi de aproximadamente 150% para 40%; no Canadá, de 100% para 30% e nos EUA, de mais de 120% em 1950 para cerca de 40% em 2010.
“Algum dia, os jornais impressos acabarão. E eles não necessariamente serão substituídos por um mesmo número de jornais digitais", disse Goldstein, acrescentando: "Alguns poucos importantes jornais nacionais ou internacionais sobreviverão em formato eletrônico. As notícias locais serão divulgadas por uma variedade de outros serviços online”.
Um estudo do Pew Research Center sobre a situação da mídia mostra que a circulação de jornais caiu 5% em 2010, menos do que em 2009, quando a queda foi de 10%.
No entanto, outras pesquisas sugerem que o jornal em papel ainda é um negócio rentável. Segundo o Laboratório Nieman de Jornalismo, dois anos após o lançamento de um sistema de cobrança pelo conteúdo online, o diário The Newport Daily News, em Rhode Island, ganha mais dinheiro com a versão impressa do que com a online.
Na América Latina, a tendência é de crescimento na circulação de jornais. Para Chidanand Rajghatta, editor de internacional do The Times of India, a mídia impressa está fazendo mais do que sobreviver ao incorporar os recursos digitais. "Esses velhos ainda têm muita vida pela frente.







Enviar un comentario nuevo