Até alguns dias atrás, a imprensa argentina havia ignorado o tema da influenza H1N1 (ou gripe suína). O desespero só chegou aos meios de comunicação um dia depois das eleições, "como se a pandemia, secundária durante a campanha eleitoral, tivesse assolado o país de repente", observa a agência AFP.
Desde então, o tema da gripe suína não sai da pauta dos meios de comunicação e vem acompanhado de manchetes desalentadoras, acrescenta o blog Argenpress.
Quando o novo ministro de Saúde estimou que havia cerca de 100 mil contagiados na Argentina, esta informação dominou as notícias por vários dias. Isso preocupou a presidente Cristina Kirchner, que pediu para a mídia ser mais prudente para "não gerar pânico", informa o El Mercurio do Chile (um país com 19 mortos e mais de 9 mil contagiados pelo vírus).
O primeiro caso na Argentina foi divulgado em 6 de maio e, desde então, 70 pessoas morreram. As autoridades só admitiram os primeiros casos fatais no último 4 de julho, poucos dias após o governo ter decretado emergência sanitária.
Segundo Viviana García Sotelo, do jornal MDZ, a população acredita que os dados reais sobre o vírus foram escondidos até que passassem as eleições. Não está claro qual foi o papel dos meios de comunicação nisso tudo mas, como observa o Argenpress, desde que o tema do vírus H1N1 tomou conta da imprensa argentina, a análise da derrota eleitoral do governo desapareceu da cobertura midiática.



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