A Facamp (Faculdades de Campinas), no interior do estado de São Paulo, decidiu acabar com o curso de jornalismo oferecido desde 2002. Segundo a direção da instituição, a decisão foi motivada pelo fim da exigência do diploma de jornalista, medida aprovada pelo Supremo Tribunal Federal em junho, informam a Folha Online e o Comunique-se.
“A recente abolição da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício dessa profissão impôs a reorientação dos cursos de jornalismo do Brasil”, diz comunicado distribuído aos alunos, de acordo com o Comunique-se. No mesmo texto, a Facamp informa que pretende criar um curso de pós-graduação na área.
A graduação em jornalismo já foi retirada da página da faculdade na internet. Mesmo com a decisão, as turmas atuais serão mantidas até a formação, em 2012. O curso oferecido pela Facamp chegou a obter o conceito cinco no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em 2006, o mais alto conferido pelo Ministério da Educação, acrescenta a Folha Online.


Facamp
A decisão da Facamp não é uma postura que revele maturidade da faculdade, muito menos uma atitude acadêmica quando a coerência e a razão devem prevalecer. Neste caso, a Faculdade também deve fechar outros cursos que provavelmente existem ali e cujas profissões não são regulamentadas, como é o caso dos mercadólogos, turismólogos, publicitários etc. e que estão aí ocupando os seus postos. No caso dos jornalistas (estou entre eles) considero que nada há entre a manutenção do curso - que continua autorizado pelo MEC, e a exigência do diploma - reserva de mercado - que deve ser feita pela categoria e não por um ato de complacência do governo. A Faculdade se precipitou e assumiu uma posição dúbia e também equivocada.
O motivo foi absolutamente
O motivo foi absolutamente financeiro, meus caros. Se não, vejam: a Facamp tinha oito cursos, todos com mensalidades por volta dos R$ 2.000. Em todos os outros sete cursos, o número de vagas mínimo oferecidas no vestibular era atingida, menos no jornalismo. E isso muito antes da decisão do STF. Peçam à direção da faculdade o número de alunos formados em cada uma das cinco turmas e vocês entenderão o porquê do fim do curso.
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