Em entrevista ao O Estado de S. Paulo, que desde o dia 31 de julho está proibido de publicar material sobre investigações envolvendo o filho de José Sarney, o ministro Celso Mello do Supremo Tribunal Federal chamou a atenção de outras autoridades sobre o tema da censura prévia, informou o site Consultor Jurídico.
"Os tribunais devem se mostrar impregnados dessa consciência democrática de que agora vivemos um novo tempo, o tempo de liberdade. Liberdade com responsabilidade, é evidente, mas não faz sentido essa proibição apriorística que é um veto inaceitável, intolerável e insuportável. Isso não pode ser admitido, especialmente num regime fundado em bases democráticas".
Sem referir-se especificamente ao caso do jornal paulista, o ministro advertiu: "A gente sente e nota que ainda existe dentro do sistema institucional brasileiro núcleos ou bolsões que guardam resíduo de autoritarismo. Imprensa livre é condição fundamental para uma sociedade se proteger contra qualquer forma de opressão estatal”.



Familia de Sarnei
Sou filho da ditadura, nasci e creci neste ambiente. Um clima carregado e pesado, depois fui Miliatar em tempos finais da ditadura e a censura é o primeiro ato de engessamento da democracia, por esta razão espero cinseramente que as autoridades judiciáis não queiram selar a boca e nem os olhos da imprensa. Também não creio que jornalistas tão competêntes, serio e ético quanto os que compôem o quadro do Jornal o Estadão em São Paulo, ficam por ai como fofoqueiros plantando notícias a respeito deste ou daquele cidadão e que são bastante capazes de divulgar os fatos com imparcialidade e presteza, afinal de contas, senadores, deputados, são funcionários públicos, logo os seus atos devem sim ser vigiados, divulgados, cobrados e controlados.
Daniel
Liberdade de expressão
Quando um veículo de comunicação se vende ao estado,coloca em risco a liberdade de todos os outros.
No Brasil muitos já se venderam e se tornaram parciais com isso a credibilidade é nula
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