O assassinato do repórter policial Bladimir Antuna revelou, mais uma vez, o desamparo dos profissionais da imprensa no México, situação que coloca o país no topo da lista das nações mais perigosas para se exercer o jornalismo.
Entidades como a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, por suas siglas em espanhol), Repórteres sem Fronteiras (RSF), e Instituto Internacional de Imprensa (IPI, por suas siglas em inglês), além da Fundação para Liberdade de Expressão (Fundalex), exigiram que o governo tome sérias providências para enfrentar violência sem controle contra jornalistas, conta o El Universal.
Segundo o IPI, este ano morreram mais jornalistas no México do que na Somália – país devastado pela guerra civil. A Repórteres sem Fronteiras insiste que o crime contra Antuna era evitável, pois o repórter havia denunciado à Justiça várias ameaças de morte.
A impunidade dos crimes só piora o desamparo dos jornalistas, “alvos fáceis para os criminosos”, explica outra matéria do El Universal. Os profissionais da imprensa devem enfrentar um “autoridade que não aceita críticas nem o trabalho jornalístico” e o “fogo cruzado” da guerra contra o narcotráfico, explica à EFE Darío Ramírez, diretor, no México, da ONG Artigo 19. “O silêncio e a falta de atitude dos governos estaduais e federal é o que mais preocupa”, garante.
O governador de Durango garante que há, sim, proteção para repórteres, apesar de Antuna ser o terceiro jornalista assassinado no estado este ano. Contudo, outros repórteres da região disseram que o crime foi uma “advertência a todos os outros, ainda que as autoridades subestimem e minimizem”, e que, com este recado, não se poderá mais fazer trabalho de investigação, acrescenta o La Jornada.



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