Manifestantes filiados ao sindicato dos caminhoneiros - liderado pelo secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Hugo Moyano - bloquearam as saídas das gráficas distribuidoras dos jornais Clarín e La Nación, informa o Momento 24. Só uma parte pôde ser entregue em algumas províncias no interior do país.
O protesto aconteceu para pedir melhores condições salariais para os motoristas das duas empresas, assim como a transferência de motoristas e a auxiliares para o sindicato. A ação foi alvo de críticas em alguns meios, que veem no incidente algo maior que um problema sindical.
Segundo Lucrecia Bullrich, do La Nación, o bloqueio pode ser entendido como uma maneira de intimidação da imprensa por parte do governo argentino, do qual Moyano é aliado. O Clarín garante que os motoristas das empresas já estavam sindicalizados, e por isso o protesto não se justifica.
A oposição também advertiu sobre um “plano oficial” de controle dos meios de comunicação. “Em hipótese alguma a liberdade de expressão pode se subordinar a uma reclamação sindical”, diz um deputado ao La Nación.



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