Como jornalistas devem lidar com liberações massivas de dados
Num momento em que muita informação está disponível na internet e sites de denúncias como o WikiLeaks divulgam grandes volumes de documentos inéditos, os jornalistas precisam estar preparados para lidar com a liberação massiva de dados, escreve Martin Moore, do Idea Lab.
Moore propõe aos jornalistas que façam cinco perguntas da próxima vez que receberem uma base de dados relevante e com grande volume de informação:
* Como podemos aproveitar a inteligência do público para gerar uma longa lista de matérias?
* Como podemos torná-las pessoais?
* Como podemos usar os dados para aumentar a credibilidade das matérias?
* Como filtramos os dados (e decidimos o que se publica ou não) da melhor forma e o mais rapidamente possível?
* Como podemos nos assegurar de que, no futuro, pessoas e organizações dispostas a vazar grandes volumes de informação entreguem esses dados para nós?
Como observou C.W. Anderson, do Laboratório de Jornalismo Nieman, fazer reportagens com dados provenientes de liberações massivas de informação representa "algo novo no jornalismo", e "o foco na agregação de milhões de relatórios de campo pode algumas vezes nos levar mais perto da verdade que três fontes de peso em um bom jantar off-the-record."
As liberações massivas de dados são "importantes" e "perigosas" para o jornalismo, alerta John McQuaid, da True/Slant. Mais que publicar os dados simplesmente, os jornalistas devem interpretá-los e elaborar histórias com contexto, para que os leitores possam compreendê-las, afirma.
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