Fidel Castro acusa imprensa estrangeira de mentir sobre a morte de preso político em Cuba
O ex-presidente cubano Fidel Castro acusou a imprensa estrangeira de publicar mentiras sobre a morte do prisioneiro político Wilman Villar, que fazia greve de fome, no dia 19 de janeiro, em um presídio em Santiago de Cuba, segundo o Diario de Cuba.
De acordo com o jornal oficial cubano Granma e o site oficial Cuba Debate, Villar era um prisioneiro comum e morreu de causas naturais. “Um jornalista do Granma, o Juventud Rebelde, o noticiário do rádio ou qualquer outro órgão revolucionário pode errar na avaliação de qualquer tema, mas jamais fabrica uma notícia ou inventa uma mentira”, disse Castro em sua coluna Reflexiones.
O governo cubano argumentou que Villar foi preso por cometer violência doméstica, acusação que a viúva dele desmentiu. Ela também garante que ele era membro do grupo opositor Unión Patriótica de Cuba, segundo a blogueira cubana Yoani Sánchez.
Já o jornalista cubano radicado em Miami Miguel Fernández denunciou ter recebido ameaças de exilados cubanos após escrever sobre as dificuldades financeiras enfrentadas no exílio pela mãe de um outro preso político, falecido em 2010 depois de uma longa greve de fome, informou a agência oficial cubana Prensa Latina. Fernández é favorável ao regime cubano e colabora com o site La pupila insomne.
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