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Novas diretrizes da ASNE ajudam jornalistas a usar as mídias sociais e advertem sobre os perigos do Twitter



Tal como canais de notícias têm feito, experimentando diferentes formas de incorporar a mídia social no processo noticioso, com alguns chegando a criar suas próprias diretrizes, a American Society of News Editors (ASNE) publicou um guia com as melhores práticas para o uso da mídia social.

A publicação "10 melhores práticas para a mídia social: orientações úteis para empresas de notícias” é baseada na análise de políticas de mídias sociais dos principais veículos de comunicação.

Tais práticas são importantes, afirmou a ASNE em um comunicado, pois "as plataformas de mídia social continuam a surgir como ferramentas essenciais de coleta de notícias. Elas oferecem oportunidades estimulantes para jornalistas coletarem informações e para organizações jornalísticas ampliarem seu alcance. Mas elas também carregam desafios e riscos. O cumprimento de regras draconianas dificulta a criatividade e desestimula o espírito de abertura que floresce em redes sociais. Mas, permitir uma liberdade descontrolada para todos abre as portas a possíveis problemas e deixa as organizações vulneráveis a comentários de funcionários que tuítam antes de pensar".

Segundo o relatório, as "10 principais regras" sugeridas pela ASNE são:

1. As regras tradicionais da ética ainda se aplicam online;
2. Assuma tudo que você escreve online se tornará público;
3. Use a mídia social para interagir com os leitores, mas pautado pelo profissionalismo;
4. Dê “furos” de notícias em seu site, e não no Twitter;
5. Esteja consciente da pluralidade de opiniões na internet;
6. Investigue sempre qualquer coisa encontrada em um site de redes sociais;
7. Sempre se identifique como jornalista;
8. Lembre-se que as redes sociais são ferramentas de trabalho, não brinquedos;
9. Seja transparente e admita prontamente qualquer erro online;
10. Mantenha os assuntos internos, sem divulgá-los.


Steve Buttry, diretor de envolvimento com a comunidade da TBD, disse que a ASNE "oferece bons conselhos sobre mídia social", mas também criticou a publicação, argumentando que as práticas em mídias sociais sugeridas enfatizam um medo excessivo. "O medo da mídia social é forte nas redações, especialmente entre os líderes, de modo que este documento é carregado com avisos desnecessários e desencorajamento", escreveu ele. "A mídia social também pode ser uma ótima ferramenta, que ajuda os jornalistas a ir além da comunicação tradicional a que estão presos. E a mídia social agora é essencial para as práticas do trabalho jornalístico".

Mathew Ingram da GigaOM também afirmou que as diretrizes ressaltam "demais as coisas ruins que podem acontecer e a lição parece ser: Não permita que seus jornalistas sejam humanos, em qualquer circunstância". Este é um resquício, de acordo com Ingram, “dos dias em que a 'objetividade' era a meta mais elevada a que um jornalista poderia aspirar (...) mas há um argumento a ser feito: a transparência e a responsabilidade para com o leitor são muito mais importantes do que a manutenção de alguma aldeia Potemkin teórica de objetividade. E isso poderia produzir um melhor jornalismo também.”

Da mesma forma, o blogueiro Cory Bergman do LostRemote criticou a lição sobre “furos” jornalísticos. "Minha recomendação seria: passe a informação à redação primeiro e poste no twitter em seguida - sem esperar as matérias irem para o site. O primeiro (o furo) é primeiro em qualquer lugar, independentemente de onde é publicado. Depois atualize a informação com um tweet, incluindo o link para a matéria (publique-a rápido. Apenas ajuste algumas linhas e vá atualizando conforme for). Notícias são um processo, não um produto acabado."

Joy Mayer do Instituto de Jornalismo Donald W. Reynolds da Universidade do Missouri também apresentou uma análise de cada uma das 10 práticas.


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1 comentar

 
Almanakut Brasil wrote 1 ano 1 semana ago

Perigo no Twitter

O perigo no twitter, está entre os perfis de celebridades, esportistas, políticos, e volta e meia, entre gente comum, que insiste em discriminar!

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