Novas diretrizes da ASNE ajudam jornalistas a usar as mídias sociais e advertem sobre os perigos do Twitter
Tal como canais de notícias têm feito, experimentando diferentes formas de incorporar a mídia social no processo noticioso, com alguns chegando a criar suas próprias diretrizes, a American Society of News Editors (ASNE) publicou um guia com as melhores práticas para o uso da mídia social.
A publicação "10 melhores práticas para a mídia social: orientações úteis para empresas de notícias” é baseada na análise de políticas de mídias sociais dos principais veículos de comunicação.
Tais práticas são importantes, afirmou a ASNE em um comunicado, pois "as plataformas de mídia social continuam a surgir como ferramentas essenciais de coleta de notícias. Elas oferecem oportunidades estimulantes para jornalistas coletarem informações e para organizações jornalísticas ampliarem seu alcance. Mas elas também carregam desafios e riscos. O cumprimento de regras draconianas dificulta a criatividade e desestimula o espírito de abertura que floresce em redes sociais. Mas, permitir uma liberdade descontrolada para todos abre as portas a possíveis problemas e deixa as organizações vulneráveis a comentários de funcionários que tuítam antes de pensar".
Segundo o relatório, as "10 principais regras" sugeridas pela ASNE são:
Steve Buttry, diretor de envolvimento com a comunidade da TBD, disse que a ASNE "oferece bons conselhos sobre mídia social", mas também criticou a publicação, argumentando que as práticas em mídias sociais sugeridas enfatizam um medo excessivo. "O medo da mídia social é forte nas redações, especialmente entre os líderes, de modo que este documento é carregado com avisos desnecessários e desencorajamento", escreveu ele. "A mídia social também pode ser uma ótima ferramenta, que ajuda os jornalistas a ir além da comunicação tradicional a que estão presos. E a mídia social agora é essencial para as práticas do trabalho jornalístico".
Mathew Ingram da GigaOM também afirmou que as diretrizes ressaltam "demais as coisas ruins que podem acontecer e a lição parece ser: Não permita que seus jornalistas sejam humanos, em qualquer circunstância". Este é um resquício, de acordo com Ingram, “dos dias em que a 'objetividade' era a meta mais elevada a que um jornalista poderia aspirar (...) mas há um argumento a ser feito: a transparência e a responsabilidade para com o leitor são muito mais importantes do que a manutenção de alguma aldeia Potemkin teórica de objetividade. E isso poderia produzir um melhor jornalismo também.”
Da mesma forma, o blogueiro Cory Bergman do LostRemote criticou a lição sobre “furos” jornalísticos. "Minha recomendação seria: passe a informação à redação primeiro e poste no twitter em seguida - sem esperar as matérias irem para o site. O primeiro (o furo) é primeiro em qualquer lugar, independentemente de onde é publicado. Depois atualize a informação com um tweet, incluindo o link para a matéria (publique-a rápido. Apenas ajuste algumas linhas e vá atualizando conforme for). Notícias são um processo, não um produto acabado."
Joy Mayer do Instituto de Jornalismo Donald W. Reynolds da Universidade do Missouri também apresentou uma análise de cada uma das 10 práticas.
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» Knight Center (New Knight Center Twitter feed showcases restrictions on social media freedom)
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