WikiLeaks desdenha do New York Times, mas jornal consegue documentos secretos sobre prisão de Guantánamo
Embora tenha se especulado que o próximo alvo do WikiLeaks seria o sistema bancário americano, o site de divulgação de informações secretas começou a revelar no domingo 24 de abril os chamados “Arquivos de Guantánamo”, informaram o Telegraph, do Reino Unido, o New York Times e a Europa Press, entre outros veículos.
Trata-se de um conjunto de 779 arquivos secretos sobre o centro de detenção em Guatánamo, em Cuba. O WikiLeaks disse que, diariamente, durante um mês, divulgará detalhes de cada um dos presos.
O Huffington Post destacou os bastidores da revelação dos arquivos, explicando que, na noite de domingo, veículos de imprensa dos Estados Unidos e da Europa competiam pelo "furo". Diferentemente das divulgações anteriores, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, não antecipou os documentos para o New York Times e o Guardian, por ter rompido relações com os dois jornais após um conflito com o diário americano.
Desta vez, Assange repassou as informações, embargadas, ao grupo de jornais McClatchy, ao Washington Post e ao britânico The Telegraph, informou o Huffington Post. Porém, o New York Times conseguiu obter os documentos do WikiLeaks com uma fonte “anônima” e os compartilhou com o Guardian e a rede de rádio pública americana NPR. O Guardian disse ter sido “traído” pelo WikiLeaks e por Assange, informou o site journalism.co.uk.
O WikiLeaks se tornou conhecido em 2010, quando revelou documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão. Em seguida, o site divulgou arquivos confidenciais sobre a guerra do Iraque e mensagens da diplomacia americana.
O soldado Bradley Manning, acusado de entregar os documentos militares ao WikiLeaks, permanece preso em Fort Leavenworth, no Kansas, informou a CNN. O governo americano, além disso, prepara um processo contra Assange, recentemente eleito pela revista Time uma das 100 pessoas maus influentes do mundo.
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