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ISOJ 2017: Hackathon internacional quer desenvolver ferramentas para melhorar confiança de leitores no accountability journalism


Há dois anos, a jornalista Albertine Piels montou seu primeiro website, em uma tentativa de aumentar o interesse em programação entre seus colegas de profissão e de reunir seguidores para sua primeira hackathon. Em poucas horas, centenas de pessoas correram para o site.

Pouco tempo depois, Piels e Nienke Huitenga criaram a companhia Hackastory para promover hackathons, eventos que reúnem jornalistas, designers e programadores que trabalham no sentido de encontrar novas formas de contar histórias. A empresa começou na Holanda, mas desde então organizou hackathons em outras partes do mundo, incluindo a África do Sul, Turquia, Bélgica e outros.

Piels disse que a maior força que move a Hackastory é a vontade de promover maior comunicação entre esses grupos de pessoas, em um esforço para trazer de volta o sentido de colaboração às redações.

Participantes trabalham em um evento da Hackastory em Amsterdã. (Foto: Hackastory)
 

“As habilidades de que você precisa na era digital são programação, design e storytelling,” disse Piels. “Mas você não precisa ter todas as três sozinho. A coisa mais importante para programadores, designers e contadores de histórias é a comunicação, especialmente no âmbito da redação. Geralmente, cada um está em sua própria ilha, com oceanos entre si, e isso não permite uma boa comunicação".

Piels será a anfitriã do evento "International Hackathon: Creating tools for accountability journalism to improve trust with readers" (Hackathon Internacional: Criando ferramentas para aumentar a confiança dos leitores no accountability journalism) nos dias 19 e 20 de abril, no International Symposium on Online Journalism (ISOJ). Os participantes terão um dia e meio para se dividirem em times e desenvolverem ferramentas para melhorar a confiança na responsabilidade dos meios de comunicação. Inscreva-se agora para garantir sua vaga.

“A confiança tem se tornado uma questão muito urgente", disse Piels. "Então o que podemos fazer para construir uma confiança entre os leitores e os consumidores de notícias? Podemos falar sobre isso ou podemos começar a desenvolver algo que permita aos leitores mais ferramentas para checar e verificar a informação".

Antes da Hackastory, Piels trabalhou por 15 anos como jornalista no programa de TV RTL Nieuws, na Holanda. Piels disse que a pressão constante dos deadlines deixava pouco espaço para qualquer inovação no campo.

“Sempre tinha um novo deadline à espreita", disse Piels. "Havia quase nenhum tempo para criar um espaço onde eu pudesse pensar qual o próximo passo para mim no jornalismo".

Após se dar conta disso, ela decidiu sair do emprego e criar seu próprio espaço de inovação. Desde então, a Hackastory organizou seis hackathons em seis países, que deram fruto a 25 projetos.

Em cada comunidade, a hackathon jogou luz sobre diferentes áreas do jornalismo que precisam ser melhoradas. No Sudão, Piels disse que os jornalistas tiveram dificuldade com a acessibilidade às notícias devido ao acesso limitado da internet. Um dos grupos adicionou um botão de download ao aplicativo que estavam desenvolvendo para que os leitores pudessem ler e compartilhar o conteúdo mais tarde por meio de Bluetooth, caso os usuários não tivessem conexão.

“A hackathon é tão global que você pode observar os desafios que jornalistas de todo o mundo têm que enfrentar", disse Piels.

Em outra hackathon, um grupo desenvolveu um site chamado “Storyweb” como uma alternativa ao jornalismo long-form na qual os leitores pudessem decidir qual parte da matéria queriam ler primeiro.

Participantes de uma hackathon celebram uma vitória.(Foto: Hackastory)

“Isso deu a eles diferentes formas de lidar com uma grande reportagem", disse Piels. "Ao invés de apenas oferecer uma longa leitura, eles escolheram a estrada mobile. Quando você está esperando em um ônibus ou sentado em um trem, você pode decidir a parte da história que você quer ler, ao invés de passar por ela linearmente".

Com cada nova edição da hackathon, Piels espera tirar os jornalistas das zonas de conforto. Por ter se sentido intimidada em sua primeira hackathon, ela entende a reserva que algumas pessoas têm, mas ela ressaltou que é importante que os jornalistas aprendam novas formas de lidar com problemas e desenvolver ideias.

“Está em nossas veias a necessidade de sermos críticos", disse Piels. "Mas se você está inovando, você precisa se deixar levar e encontrar espaço para ideias boas e ruins para achar suas pérolas. Se você não sair dessa mentalidade crítica, você vai matar 99% das ideias antes delas florescerem".

Enquanto prepara a primeira viagem da Hackastory para Austin, no Texas, Piels diz estar animada para que programadores, designers e jornalistas parem de falar e comecem a construir um futuro.

“Por muito tempo, isso era reservado apenas a programadores e designers", disse Piels. "Mas a prática evoluiu. Ainda temos programadores e designers, mas também temos jornalistas. É um processo para todos, porque a mágica acontece quando os três unem forças. Esses três grupos precisam um do outro".

As vagas são limitadas para a Hackathon Internacional do dia 19 de abril, antes do início do ISOJ, por isso faça sua inscrição agora




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