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ISOJ 2017: Acadêmicos apresentam pesquisas sobre o uso de novas tecnologia nas redações


Com a chegada da tecnologia nas redações mundiais, jornalistas tiveram que fazer uma mudança mental na forma de organizar o seu trabalho.

John Wihbey, Marcus Funk, Karin Assmann, Cindy Royal and Amy Schmitz Weiss (Mary Kang/Knight Center)

No primeiro dia do 18 Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ), pesquisadores de diferentes universidades compartilharam as principais ideias de seus projetos, com foco em novas práticas que estão sendo usadas nas redações devido às mudanças tecnológicas.

O painel foi mediado por Amy Schmitz Weiss, diretora de pesquisa do ISOJ e professora da San Diego State University.

Karin Assmann, uma pesquisadora da Universidade de Maryland, falou sobre a sua pesquisa com "editores de engajamento com a audiência" e o seu papel de intermediários entre jornalistas e o público que consome as notícias.

Segundo Assmann, o surgimento desse posto tem causado uma alteração na dinâmica de trabalho da redação graças ao seu papel de ensinar jornalistas a tornar o seu trabalho mais atrativo para os canais de distribuição  - como as mídias sociais - assim como para promover a si mesmos como uma marca, do ponto de vista do marketing.

“É uma sociedade em rede e as redações estão entendendo isso, estão usando editores de engajamento de audiência como intermediários entre o mundo do marketing e o do jornalismo,” disse Assmann.

Assmann, que também é colaboradora da Spiegel TV em Washington DC, disse que as métricas se tornaram um importante elemento do trabalho dos jornalistas, ao ponto de definir, em muitos casos, o foco de uma matéria.

“Eu pesquisei como as métricas são uma mudança tecnológica, já que os jornalistas passaram a ter um dashboard em seus computadores em algumas redações. Mas também significa que eles precisam pensar sobre para quem eles estão escrevendo e produzindo histórias", disse Assmann.

Essa relação direta com a audiência está sendo negligenciada por muitos veículos, principalmente no campo do jornalismo comunitário, segundo Marcus J. Funk, professor da Sam Houston State University, que apresentou um panorama da sua pesquisa "Decoding the Podcasting: Identifying Community Journalism Practices in Newsroom and Amateur Podcasts” (Decodificando o Podcasting: Identificando Práticas de Jornalismo Comunitário na Redação e Podcasts Amadores).

Segundo Funk, a confiança do público na mídia tradicional caiu em 2016, enquanto a popularidade de plataformas alternativas, como o podcast, tiveram um aumento significativo.

O pesquisador estuda como os podcasts feitos por pessoas que não são jornalistas de profissão ajudam a construir relações com o público seguindo os princípios do jornalismo comunitário, em que os ouvintes estão próximos do veículo e têm uma comunicação direta com ele. Da mesma forma, Funk questiona se criadores de podcasts amadores podem ser considerados jornalistas, já que eles seguem os mesmos princípios do jornalismo comunitário.

Assim como os podcasts, as redações estão desenvolvendo vários tipos de produtos digitais, o que criou a necessidade de treinar profissionais que sabem como tirar proveito de produtos jornalísticos.

Na sua pesquisa, "Managing Digital Products in a Newsroom Context" (Gerenciando Produtos Digitais no Contexto da Redação), Cindy Royal, professora da School of Journalism and Mass Communication da Texas State University, falou sobre a importância de se adaptar o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para as necessidades do jornalismo.

“Eu comecei a perceber que essas eram habilidades que as organizações de mídia precisam ter com alguns ajustes,” disse Royal. “Gerenciamento de produtos digitais precisa se tornar mais central para os veículos e não ser considerado um complemento tecnológico”.

A pesquisadora disse que gerenciamento de produtos digitais é a nova forma de fazer jornalismo e uma oportunidade para estudantes nessa profissão de integrar o seu conhecimento de tecnologia, liderança e habilidades de comunicação.

Outras habilidades estudadas dentro das redações é o uso e análise de dados com objetivos jornalísticos. Em seu projeto "Knowing the Numbers" (conhecendo os números), o professor de Inovação em Mídia John Wihbey, da Northeastern University School of Journalism, estuda as diferenças entre a forma em que jornalistas e professores usam e interpretam dados e estatísticas.

Em sua pesquisa, Wihbey descobriu que apenas 11% dos jornalistas são considerados preparados para a análise de dados.

“A facilidade e a paixão pela estatística e pesquisa podem emergir tanto do ambiente acadêmico como profissional, e encontrar aplicações distintas na academia e nas redações,” disse Wihbey.

O pesquisador, que antes da sua apresentação recebeu o prêmio pelo melhor artigo acadêmico, destacou que há muitas ferramentas disponíveis online para que jornalistas possam ser treinados em gerenciamento e análise de dados e, assim, combater a suposta "incompetência estatística" que, segundo ele, atinge muitos profissionais da área.

“Plataformas como Tableau, Facebook e Google estão desenvolvendo programas de jornalismo. Eu acho que nós deveríamos todos fazer esses tutoriais e programas e ver como eles funcionam para nós.”

O 18 ISOJ aconteceu no Blanton Museum of Art entre 21 e 22 de abril. A conferência foi transmitida ao vivo pelo http://isoj.org/.




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