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No encerramento do Fórum de Austin, participantes debatem formas de aumentar a segurança dos jornalistas e combater a impunidade



No último dia do 10º Fórum de Austin de Jornalismo nas Américas, os participantes se dividiram em quatro grupos para discutir importantes questões sobre o tema da edição deste ano: "Segurança e proteção para jornalistas, blogueiros e jornalistas cidadãos"

O primeiro grupo discutiu a criação e o desenvolvimento de mecanismos para situações de emergências, as redes de jornalistas, a revisão de protocolos de alerta e a coordenação de ações de segurança. Segundo Monica Gonzalez, diretora do CIPER do Chile, a maioria dos jornalistas em riscos é do interior e, por isso, em geral não se sabe no que estavam trabalhando. Além disso, para ela, a falta de segurança não é combatida como deveria ser.

O grupo sugeriu os sistema de alerta deve ser melhorado, incorporando elementos informativos e concretos sobre o profissional em risco e sobre quem outros jornalistas e organizações deveriam pressionar. Isso traria mais visibilidade, disse Gonzalez.

O grupo sugeriu ainda que algumas organizações, como a CIPER, a IDL-Reporteros do Perú e o Fórum de Jornalismo Argentino (FOPEA), possam ajudar a criar um banco de dados e a divulgar informações sobre os jornalistas ameaçados.

O segundo grupo discutiu a participação da sociedade civil. Foram mencionadas três metas: a sensibilização, a mobilização e o "empoderamento" de certas pessoas. Para isso, é preciso mais transparência, mais defensores, mais participação e mais comunicação entre a mídia e o público. "Temos um poder e uma liderança social que podemos aproveitar", disse Luis Carlos Diaz, do Centro Gumilla, da Venezuela.

O terceiro grupo debateu sobre a segurança cibernética. Algo muito importante, e que poucos jornalistas praticam, é a utilização de senhas em computadores e celulares - algo muito fácil de fazer. Isso é básico, disse Jillian York, diretora da Liberdade de Expressão Internacional na Electronic Frontier Foundation, dos Estados Unidos.

York apresentou ferramentas para encriptação de dados e uma para a resistência à vigilância e à censura, chamada Tor. "Mas lembrem-se, nenhuma ferramenta é perfeita", disse York. Recursos adicionais podem ser encontrados aqui.

Já o quarto grupo discutiu o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Fórum é organizado pelo Centro Knight e pelos programas para a América Latina e de mídias das Fundações Open Society. Mais do que uma conferência anual, o Fórum de Austin é uma rede de organizações voltada para o desenvolvimento da mídia na América Latina e no Caribe. Nas edições anteriores do evento, foram abordados temas como a cobertura da migração nas Américas e a cobertura do tráfico de drogas e do crime organizado na América Latina e no Caribe.



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