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Mais repórteres deixam Veracruz após nove assassinatos de jornalistas no estado mexicano




As autoridades estaduais de Veracruz, considerado o lugar mais perigoso para a imprensa mexicana, informaram que o grupo criminoso Los Zetas assumiu a responsabilidade pelo assassinato do repórter do jornal Milenio, Víctor Báez, ocorrido na quinta-feira, 14 de junho, informou Univision.

Segundo outros jornalistas de Veracruz, o cadáver de Báez foi encontrado com sinais de tortura e com uma advertência que dizia que “este mês vai ser o pior para os repórteres”, de acordo com o diário Vanguardia. No início de junho, circulou uma lista com nomes de jornalistas marcados para morrer se continuarem trabalhando ou vivendo em Veracruz.

“Passaram-se 47 dias desde que foi firmado o compromisso de esgotar todas as linhas de investigação e recursos de lei para esclarecer o crime contra a jornalista Regina Martínez; desde então, outros quatro comunicadores foram assassinados em Veracruz”, destacou a organização Artigo 19. No total, já são nove jornalistas executados em Veracruz nos últimos 18 meses.

Os jornalistas de Veracruz não são apenas mortos, mas torturados e esquartejados. Lá te pegam e fazem o que querem”, denunciou um fotógrafo do estado mexicano que pede asilo nos Estados Unidos durante o Fórum de Austin para o Jornalismo nas Américas.

Organizações de imprensa denunciaram a impunidade absoluta que prevalece em todos os crimes contra jornalistas nesse estado. “Precisamos elevar o custo político de uma nova morte de jornalista”, disse Juan Carlos Romero, da Artigo 19.

Báez também dirigia o portal Reporteros Policiacos e era editor do diário nacional Milenio em Veracruz, nos quais publicava informação sobre o crime organizado e seu trabalho era considerado “leitura obrigatória para conhecer o que se passava em Xalapa”, asseguraram sues colegas ao jornal Milenio.

O secretário de governo do México, Alejandro Poiré, destacou que está pra ser publicada uma lei que trará mecanismos eficazes de proteção a jornalistas ameaçados, noticiou Milenio.
O governo estadual de Veracruz também havia anunciado na semana anterior a criação da Comissão Estadual para a Atenção e Proteção dos Jornalistas, de acordo com a Artigo 19.

“Ninguém entende o que ocorre no México, um país com instituições fortes e recursos milionários e que permite que assassinem e silenciem seus jornalistas”, escreveu Marcela Turatti, fundadora da organização Periodistas de a Pie, em sua participação no Fórum de Austin.

Atualmente, enviados do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas, da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e das organizações Artigo 19 e Periodistas de a Pie entram em contato com repórteres de Veracruz para lhes oferecer apoio e proteção, segundo o Milenio. Mesmo assim, uma nova onda de jornalistas decidiu fugir do estado, salientou o diário.




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