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SIP, WAN-IFRA e outras organizações condenam STJ venezuelano por ordenar embargo da emissora Globovisión



A Sociedade Interamericada de Imprensa (SIP) classificou como "flagrante atentado à liberdade de imprensa" a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Venezuela de ordenar, na quinta-feira, 28 de junho, o embargo dos bens da emissora Globivisión, crítica ao governo Chávez, por não pagar uma multa imposta em 2011, informou o El Universal. A Associação Mundial de Jornais e Editores (WAN-IFRA) também rechaçou a atitude do STJ, que considerou uma manobra política para reprimir os principais meios da oposição durante a campanha eleitoral, segundo a própria Globovisión.

Na sexta-feira, 29 de junho, a Globovisión pagou uma quantia de US$ 5,6 milhõespara que o embargo ordenado pelo STJ venezuela não fosse concretizado. O valor é referente à multa aplicada pela Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), que interpretou que a Globovisión foi tendenciosa e sensacionalista na cobertura de uma rebelião de presos num complexo carcerário em junho de 2011.

No comunicado de imprensa publicado também em 29 de junho, a SIP afirma ter "reiterado de que [a multa imposta à Globovisión] se trata de uma desculpa para silenciar um meio independente e com credibilidade na opinião pública do país".

A WAN-IFRA também alertou, nesta segunda-feira, 2 de julho, para a deterioração da liberdade de imprensa na Venezuela representada na decisão do STJ em relação à emissora de TV. A organização já havia manifestado preocupação com a situação da mídia independente do país com a proximidade das eleições presidenciais.

Em concordância com a SIP e com a WAN-IFRA, a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) considerou a multa imposta à Globovisión um precedente muito perigoso para a liberdade de informação, informou o El Nacional. Segundo a RSF, a sanção do STJ foi desproporcionada e afeta também a sobrevivência do veículo.

Logo após a decisão do STJ venezuelano pelo embargo à emissora, em 28 de junho, o relator para liberdade de expressão da ONU, Frank de La Rue, classificou a situação como censura eleitoral, noticiou o 6to Poder. O Colégio Nacional de Jornalistas (CNP) da Venezuela também condenou a atitude do STJ, acusando o governo de "estabelecer controle da consciência do país".




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