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Na Venezuela, diferentes versões sobre confronto entre simpatizantes de Chávez e Capriles mostram polarização da imprensa



Diferentes versões do confronto violento entre simpatizantes do presidente Hugo Chávez e do candidato de oposição, Henrique Capriles, revelam a polarização da imprensa venezuelana a menos de um mês das eleições presidenciais no país. Cinco jornalistas ficaram feridos no embate, que aconteceu na quarta-feira, 12 de setembro, em Puerto Cabello (Carabobo), segundo o Colégio Nacional de Jornalistas da Venezuela (CNP).

As agressões aconteceram no aeroporto Bartolomé Salom e deixaram, no total, 10 feridos e três veículos incendiados, noticiou o El Universal. Os jornalistas agredidos foram os fotógrafos Geraldo Caso (France-Presse), Yorvis Weffer (El Expreso) e José López (El Carabobeño); a repórter María López El Carabobeño); e o cinegrafista Jaime Pinzón (DAT TV).

Veículos de comunicação oficiais da Venezuela acusaram os simpatizantes de Capriles pela violência: "a agressão foi registrada antes da visita de Capriles a Puerto Cabello, quando os militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que realizavam atividades em prol do candidato Chávez foram surpreendidos pelo ataque", reportou o site da Agência Venezuelana de Notícias (AVN). O prefeito de Puerto Cabello, Rafael Lacava, também acusou o governador do estado de Carabobo, Henrique Salas -- opositor de Chávez e partidário de Capriles -- de ter um "grupo de mercenários contratados para causar confusão e agredir àqueles que querem debater", noticiou o El Universal.

O mesmo El Universal, jornal privado crítico ao governo de Chávez, publicou uma matéria na qual analistas políticos classificam como "estratégia do medo" os atos de "alguns setores para colocar obstáculos nos atos de campanha da oposição".

O jornal El Universal também afirmou que "grupos vinculados ao oficialismo" tentaram impedir a chegada de Capriles em Puerto Cabello, mas que "apesar dos atos de violência, o ato aconteceu". Capriles acusou partidários de Chávez de planejar os atos de violência durante sua chegada no aeroporto, informou o jornal El Carabobeño.

A menos de um mês da eleição presidencial venezuelana, o cenário da imprensa está permeado por acusações, agressões e ameaças. Relatórios de organizações internacionais, como o Centro de Proteção aos Jornalistas (CPJ), afirmam que os ataques de Chávez contra a mídia privada no país enfraquecem a imprensa. Por outro lado, jornalistas de veículos públicos também têm denunciado ataques por parte de simpatizante de Capriles.




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