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Grupos criminosos intimidam jornalistas na Colômbia



A Associação de Jornalismo de Antioquia (APA) pediu proteção para alguns jornalistas da cidade de  Medellín, departamento de Antioquia (noroeste do país), pois estariam sendo vítimas de ameaças e intimidações.

Segundo informações recebidas pela APA, os responsáveis pelas ameaças seriam os grupos criminosos que disputam o controle de território e do tráfico de drogas na periferia da cidade, que impedem os jornalistas de fazer a cobertura e investigações dos acontecimentos violentos que acontecem ali.

O caso mais recente aconteceu no sábado passado, 26 de janeiro, quando equipes de jornalistas de vários veículos regionais e nacionais chegaram a um bairro do leste de Medellín para cobrir o enterro de um jovem assassinado em um ônibus dois dias antes. Os jornalistas foram abordados por um grupo de homens que, sem se identificar, ordenou aos cinegrafistas que não gravassem mais nenhuma imagem, e aos jornalistas que saissem do lugar.

Além disso, no último dia 28 de janeiro um cinegrafista de um canal regional, que trabalhava em outro bairro da cidade, recebeu uma ameaça direta quando um homem lhe disse "saia daqui se não quer que eu te 'pele' (mate). Se voltar aqui, já sabe o que vai acontecer", acrescentou o comunicado.

A violência dos grupos criminosos na Colômbia aumentou no início do ano principalmente por causa da disputa do controle de drogas, informou a revista Semana. No entanto, para a APA, em “Medellín assistimos a uma criminalização do conflito urbano, o que torna ainda mais vulnerável a posição dos jornalistas na cobertura de temas relacionados à ordem pública".  Por isso, a organização pediu às autoridades que protejam os jornalistas, a quem orientou tomar medidas de autoproteção, e pediu aos grupos armados que respeitem o trabalho jornalístico como "um serviço público que não está tomando partido em relação ao conflito", finalizou a APA.

Em 2012, 16 jornalistas na Colômbia foram ameaçados, dez de forma direta e sete têm esquema de segurança, informou a emissora Caracol Radio. Um dos casos mais graves é o do jornalista Luis Carlos Cervantes, que sofreu 15 intimidações e três atentados, acrescentou a emissora.

 



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