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Novo estudo levanta debate sobre salários de jornalistas iniciantes nos EUA




Bar graph of median annual salaries for communications graduates in the U.S., according to the Cox International Center. Source: Poynter

​Um relatório recente da Associação Nacional de Universidades e Empregadores (Nace, na sigla em inglês) sobe a média de salários iniciais dos graduados em Comunicação gerou uma onda de críticas esta semana. O relatório da Nace mencionado pelo Poynter na segunda-feira, 28 de janeiro, afirmava que o salário inicial de formados em Comunicação em 2012 era  3,3% maior que 2011, aumentando de $39.600 dólares por ano para uma média de $40.900 dólares. 

relatório da Nace enfatizou que os graduados em publicidade tiveram os maiores aumentos de salário em relação aos seus pares formados em comunicação e jornalismo. Emissoras de rádio e televisão foram listadas como as indústrias "top" para recém-formados em jornalismo, já que pagam um salário inicial de $33.460 dólares, segundo o relatório. 

A revista Columbia Journalism Review criticou os dados como  “confusos”, afirmando que eles não inserem a inflação em seus cálculos; não contam os freelancers, estagiários ou graduados que não conseguem encontrar empregos; e não diferenciam os que trabalham com jornalismo de outros que encontraram empregos em outra profissão. 

A CJR não foi a única que ficou surpresa com a avaliação do relatório:

 

As críticas levaram o Poynter a comparar o relatório Nace com outro feito pelo Centro para Treinamento em Comunicação de Massa Internacional James M. Cox Jr., da Universidade de Geórgia, nos EUA. A pesquisa Cox apontou que o salário médio para todos os recém-formados em comunicação, de todas as áreas, em 2011 foi de $31.000 dólares. 

Em uma entrevista ao Poynter, um dos autores do estudo Cox, Dr. Lee B. Becker, sugeriu que a amostra utilizada pela Nace possa ser a razão de tal discrepância entre as duas análises. "Você só tem grandes discrepâncias quando tem casos muito discrepantes”, disse Becker. 

Ambos os estudos analisam os salários de recém-formados em jornalismo que não necessariamente trabalham com jornalismo, notou o Poynter. 

Os salários não parecem muito melhores para jornalistas que já estão estabelecidos no mercado. No último mês de julho, Susan Johnston e Peter Beller afirmaram que jornalistas nos EUA experimentam uma mudança de cenário cruel após a crise financeira de 2008. Usando dados do Escritório de Estatísticas Trabalhistas (BLS, na sigla em inglês) dos EUA para "repórteres e correspondentes", os blogueiros notaram que, de 1999 para 2008 os repórteres viram seus salários aumentarem mais rapidamente que o trabalhador estadunidense médio. 

Johnston e Beller notaram também que as estatísticas provavelmente subestimam a virada de sorte, porque "a categoria de repórteres e correspondentes" inclui muitos repórteres de jornais em relação a funcionários de emissoras, revistas, freelancers e outors que normalmente ganham mais, mas também provavelmente eram mais suscetíveis às mudanças dos últimos anos.”

Os dados do BLS de maio de 2011 apontam que o salário anual para repórteres e correspondentes variou de  $20.000 a $75.420 dólares, com uma média de $34.870 dólares. 

No México, o salário mínimo para jornalistas de veículos impressos pode ser tão pouco quanto $11 dólares para 12 horas de trabalho no interior do país. Demissões na indústria jornalística do país também forçaram muitos repórteres mexicanos a trabalhar como freelancers, sem ter direito a plano de saúde e seguro de vida. O presidente do Equador recentemente fez uma promessa de campanha de aumentar o salário mínimo de jornalistas "mal pagos" e até subsidiar salários para aqueles que trabalham para emissoras "pequenas e sem fins lucrativos”. 

De volta aos EUA, a notícia do relatório gerou alguns comentários dúbios no Twitter:

E também alguns momentos de autorreflexão:​



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