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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Jornalista que denunciava crimes em programa de rádio é morto a tiros no interior do Ceará



Mafaldo Bezerra Gois, da rádio Jaguaribe FM.

Um radialista conhecido por noticiar a ação de grupos criminosos da região foi morto a tiros no município de Jaguaribe, interior do Ceará, na última sexta-feira, 22 de fevereiro, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Este já é o segundo comunicador brasileiro executado desde o início de 2013. O primeiro também trabalhava em uma rádio em um município do norte do Rio de Janeiro, afastado da região metropolitana do estado.

Mafaldo Bezerra Gois, de 51 anos, foi assassinado quando se dirigia para a Rádio Jaguaribe FM, onde apresentava um programa policial diário. Dois pistoleiros em uma motocicleta dispararam contra Gois, que foi atingido por cinco tiros, dois na cabeça e três no tórax, de acordo com o G1. O profissional já havia comunicado à polícia que recebia ameaças há vários dias.

A delegada responsável pelo caso acredita que o assassinato possa estar relacionado às reportagens de Gois sobre crimes. "Ele morreu por causa da profissão. Ele despertou a raiva de muita gente", disse à Folha de S. Paulo.

No domingo, 24, a polícia afirmou que havia identificado os dois atiradores e que suspeitava que o crime havia sido encomendado por um traficante de drogas que está preso em Fortaleza, mas que operava em Jaguaribe, informou o site Iguatu Notícias.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas condenou o assassinato e instou as autoridades a agir rapidamente para prender os suspeitos e diminuir a violência contra jornalistas no país. "Com uma onda de violência fatal se espalhando pelo Brasil, a administração da presidente Dilma Rousseff deve tomar medidas decisivas para garantir que os jornalistas possam trabalhar sem medo de intimidação", disse o coordenador sênior do programa das Américas do CPJ, Carlos Lauría.

A RSF recentemente classificou o Brasil como o quinto país mais perigoso do mundo para jornalistas em 2012. No último ano, cinco jornalistas foram mortos no país por causas relacionadas à profissão, enquanto outros jornalistas, como o repórter investigativo Mauro König e o repórter da Folha de São Paulo André Caramante, tiveram que deixar o país por causa de ameaças.



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