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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Jornalismo em mídias móveis: não é simplesmente uma página eletrônica menor




O texto a seguir foi escrito pelo professor Gary Kebbel para o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas e também foi publicado em seu blog pessoal, "Bits and Bytes".

Kebbel, professor de jornalismo da Universidade de Nebraska-Lincoln, jornalista veterano especialista em mídias móveis, ministrará o curso online do Centro Knight, "Introdução ao Jornalismo Mobile". O curso de quatro semanas em inglês ensinará aos participantes por que as organizações de notícias estão adotando estratégias com dispositivos móveis, informação sobre o uso de ferramentas móveis, como cobrir e publicar notícias de última hora desde a cena com fotos e vídeos.

Jornalistas interessados podem se inscrever neste curso até 10 de abril às 5 p.m. (hora de Austin, Texas). Clique aqui para maiores detalhes sobre o curso.

* * * * *

By Gary Kebbel

Quando mais de um bilhão de pessoas no mundo utilizam a mesma ferramenta para se comunicar, faz sentido que os jornalistas sejam especialmente bons em utilizá-la. Estas ferramentas são as mídias móveis - celulares, tablets e o que ainda virá - e traz uma grande possibilidade de nos conectar e envolver.

As mídias móveis unem todas as divisões digitais: jovens e velhos, instruídos e não-instruídos, pobres e ricos, rural e urbano, nacional e internacional. A audiência do futuro é a audiência alcançada por um dispositivo móvel, seja uma mulher jovem e pobre na Bolívia ou um homem de negócios milionário em Chicago. Os jovens que nunca tiveram um jornal em suas mãos podem, contudo, e frequentemente o fazem, ler as notícias do dia em seus telefones.

As organizações de notícias devem ir aonde está sua audiência e utilizar a ferramenta que esta utiliza. Para os jovens, que são a audiência do futuro, isto significa os dispositivos móveis.

O desafio para os jornalistas e veículos vai além de se dar contar de que precisam apresentar seu trabalho nestas mídias. O desafio é saber como fazê-lo de maneira efetiva. As mídias móveis não são simples páginas web menores. Não se cria um site mobile construindo um website e acessando-o pelo telefone. Perde-se audiência se as histórias, fotos ou vídeos produzidas para a web são vistas em um celular.

É natural tentar entender uma nova mídia a partir de uma antiga, mas nosso entendimento precisa avançar para além disso. Considere as notícias de televisão como exemplo. Originalmente, transmitiam-se as notícias da rádio. A câmera era levada até uma cabine para gravar o locutor lendo as notícias. Um exemplo atual são as notícias na Internet. Em 1995, o jornal USA Today e o New York Times chamaram inicialmente seus sites USA TODAY Online e New York Times Online. Porque era literalmente o que eram.

Rapidamente, contudo, aprendemos a utilizar o novo meio com todas as suas potencialidades. Com a televisão, aprendemos a utilizar várias câmeras para cortar de uma cena a outra, a ter várias câmeras em ação e acrescentar gráficos. Com as notícias online, aprendemos a utilizar as capacidades nativas do meio online acrescentando áudio, vídeo, gráficos interativos, debates, pesquisas, chat e jogos. Con as notícias móveis, estamos aprendendo a utilizar os aplicativos e particularmente as capacidades de georreferenciação dos smartphones. Estamos aprendendo a encontrar as coisas mais próximas de nós. Estamos aprendendo a utilizar os celulares para encontrar fontes. Também estamos aprendendo sobre a necessidade de um design sensitivo que reconheça o tipo de dispositivo que estamos usando no momento- laptop ou telefone.

As mídias móveis são ferramentas cada vez mais importantes para os jornalistas. Podem atrair uma nova audiência se aprenderem a adaptar o conteúdo produzido para este tipo de público. Se ainda não está convencido, veja estes dados:

  • 36% consome diariamente as notícias via celular (Pew Research Center, State of the Media 2013).
  • Pessoas com menor educação e renda (superior incompleto e menos de 30 mil dólares por ano) utilizam os celulares como principal meio de acesso à Internet (Pew Internet and American Life Survey, “Cell Internet Use 2012”).
  • 17% dos proprietários de telefones celulares navegam mais a partir deles do que de um computador ou outro dispositivo. Para alguns, o telefone é a única opção para acessar a Internet (Pew Internet and American Life Survey, “Cell Internet Use 2012”).
  • Aquisição de tablets nos EUA: 12% em 2011 (28 milhões), 31% em 2012 (74 milhões de usuários), previsão de 47% (117 milhões) para 2013 (Online Publishers Association, Census Bureau, eMarketer June 2012; download report).  
  • Uso do tablet: 64% dos pesquisados o utiliza para consumir notícias semanalmente e 37% para notícias diárias (Pew Research Center, State of the Media 2013).
  • "A maior disponibilidade para o acesso à Internet de alta velocidade melhorou significativamente a experiência do consumo de mídia por parte do usuário, contribuindo a um rápido aumento no uso de mídias móveis" (comScore Mobile Future in Focus 2013).
  • Tablets surgiram como um dos dispositivos de venda mais rápida na história (comScore Mobile Future in Focus 2013).
  • "Os donos de tablet têm uma maior propensão para navegar e se engajar em comportamentos relacionados à mídia. (Futuro comScore Mobile em Foco 2013)


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