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Venda da Globovisión levanta dúvidas sobre rumo da linha editorial da emissora venezuelana



Após a venda da emissora Globovisión -- reconhecidamente opositora do governo chavista --, declarações dos novos donos apontam para uma linha editorial mais branda do canal, noticou o jornal El Comercio ontem, 22 de maio. Em reunião com o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, o diretor da emissora, Juan Domingo Cordero, disse que o canal se comprometerá "com um clima de paz, e não de conflito", reportou o Miami Herald.

Reunião do presidente da Venezuela Nicolás Maduro com os novos donos da emissora Globovisión (foto: Globovisión).

Os rumos do tom da emissora, no entanto, ainda são incertos, em parte por causa das diferenças políticas entre os novos donos -- Cordero e Raul Gorrín, entre outros -- e Vladimir Villegas, conhecido jornalista opositor ao chavismo. Poucos dias após a concretização da venda, foi anunciada uma mudança da linha editorial do canal "para o centro" e a consequente renúncia de Villegas ao cargo de diretor, como informou o El Universal. No entanto, em reunião com funcionários da empresa em 16 de maio, Cordero e Gorrín disseram que não haveria mudanças, informou o El Nacional.

Considerada por muitos a única emissora de oposição ferrenha ao chavismo, a Globovisión teve uma história bastante complicada com o governo de Hugo Chávez. Chávez se manifestou diversas vezes contra a TV, que foi obrigada a pagar quase 25 milhões de bolívares de multa por uma cobertura jornalística e teve seus bens embargados pelo governo, o que foi condenado por organizações como Sociedade Interamericana de Imprensa, WAN-IFRA e Repórteres sem Fronteiras.

Contudo, a resposta da mídia também não contribuiu para amenizar o conflito, de acordo com Oscar Medina, jornalista venezuelano que colabora para as revistas Esquire, Rolling Stone e Leopard. "Os meios de comunicação assumiram posições políticas que resultaram na perda de seu capital mais importante: a credibilidade", afirmou ao jornal El Comercio.

A venda da Globovisión foi classificada pelo presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Jaime Montilla, como um golpe à liberdade de expressão na América Latina, reportou a AFP. “Surpreendeu-nos essa decisão do acionista principal (Zuloaga) para vender o único canal verdadeiramente independente da Venezuela”, disse Montilla durante a reunião semestral da SIP realizada em Puebla, no México.

Juan Domingo Cordero

Este contenido ha sido publicado originalmente por Diario EL COMERCIO en la siguiente dirección: http://www.elcomercio.com/mundo/Venezuela-Globovision-Nicolas_Maduro_0_923907826.html. Si está pensando en hacer uso del mismo, por favor, cite la fuente y haga un enlace hacia la nota original de donde usted ha tomado este contenido. ElComercio.comJ

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