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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Novo projeto na Colômbia busca capacitar e conectar os jornalistas que cobrem zonas de conflito



Com o compromisso dos jornalistas de diferentes regiões e fronteiras de melhorar a sua cobertura do conflito e pós- conflito na Colômbia, e no intuito de criar uma rede de colegas que se dedicam a cobrir estas questões, um grupo de diferentes organizações se uniram para dar vida ao projeto digital Plataforma de Jornalismo

O projeto é coordenado pela associação colombiana de jornalistas Conselho Editorial, CdR, e conta com o apoio de organizações como a  Deutsche Welle Akademie e da Agência Alemã para a Cooperação Internacional, GIZ.

Vimos a necessidade de criar um espaço digital para treinar, informar e refletir sobre essas questões", disse Edilma Prada Céspedes, coordenador do projeto, em conversa com o Centro Knight, Jornalismo nas Américas. "Nosso compromisso principal é que os jornalistas de todas as regiões, de forma responsável, façam descobertas sobre o conflito armado, iniciativas de paz, e outras dinâmicas que estão vivendo na Colômbia".

Desta forma, a página será um guia e espaço de treinamento por meio de notícias, entrevistas com autores que aconselham sobre o processo de cobertura, ferramentas digitais e seções que educam em termos de vocabulário novo nascido em quadros de conflito e de paz.

"Quase 90 por cento deste conteúdo tem uma abordagem de treinamento de mídia. Mas também pode ser útil para acadêmicos, estudantes de jornalismo ou pessoas em geral que se interessam por estas questões", disse Prada.

Paralelo a esses usuários, a plataforma irá criar uma comunidade que é composta exclusivamente de jornalistas que cobrem estas questões na Colômbia. Estes jornalistas têm materiais, treinamento especial e consultoria.

"No entanto, a principal razão nos conhecermos e trabalharmos juntos. Estabelecer canais de comunicação para facilitar a troca de informações, por exemplo, quando um jornalista está em uma região diferente do que geralmente cobrem. É claro que haverá um processo de verificação de dados, porque sabemos que haverá uma troca de informações importante. "

Precisamente por causa do perigo que ainda envolve cobrir estas questões no país, um dos temas que irá ser trabalhado com a comunidade será a segurança para os jornalistas. Através de um processamento de informação mais seguro e técnicas de segurança digital e pessoal, além de proteger os jornalistas, vai alcançar o objetivo final do projeto que é construir um conteúdo de qualidade sobre estes temas.

Apesar de vários jornalistas colombianos passarem anos abrangendo questões de conflito, os criadores da plataforma viram uma falha nesta cobertura gerada pela falta de conhecimento - especialmente tendo em conta o surgimento de novas dinâmicas de conflito e paz - e pela falta de treinamento para gerar este conhecimento.

"Os jornalistas são usados ​​para cobrir a guerra, mas não cobrir a paz", disse Prada. "Estamos apresentando projetos alternativos, para o mapa de jornalismo da violência na Colômbia, para começar uma outra dinâmica no país em que você faz uma contribuição, sem ignorar os conflitos atuais. Porque o conflito não inclui só o exército, mas também a pobreza, a desigualdade social, a cobertura da população indígena, entre outros. Além disso, se vivem dinâmicas diferentes em cada região do país e os jornalistas devem estar preparados para abordar e informar dobre estas situação, a maioria delas claramente derivadas do conflito armado que é vivido na Colômbia há mais de 50 anos".

O projeto vem sendo trabalhado desde maio deste ano, momento em que se visitaram três departamentos do país para ouvir as opiniões dos jornalistas da região sobre as questões e as ferramentas que eles gostariam de encontrar no projeto.

A organização espera ter seu site pronto em novembro e fazer o seu lançamento através de quatro eventos regionais e um evento nacional. No entanto, consideramos que todo o conteúdo estará online até 2014.

Plataforma de Jornalismo tem três jornalistas na sua equipe, mas com a orientação e assistência de outras entidades , como a FLIP, a Universidade Pontificia Javeriana, membros do Conselho Editorial, bem como o portal La Silla Vacía, entre outros.

"Continuamos a buscar recursos por meio de cooperação nacional ou internacional, porque o nosso objetivo é oferecer este treinamento sem remuneração, especialmente por jornalistas das regiões onde os salários não são muitas vezes o melhor ", concluiu Prada.




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