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Cinegrafista é morto a tiros em Mossoró e se torna o segundo jornalista brasileiro assassinado em quatro dias



O cinegrafista do grupo Tv Cabo Mossoró (TCM) de Comunicação José Lacerda da Silva foi morto a tiros na noite desse domingo (16/02), em Mossoró, interior do Rio Grande do Norte, segundo informações do portal Uol. Ele trabalhava na cobertura de homicídios e crimes que aconteciam na cidade.

De acordo com a polícia, Silva foi atingido por dois tiros disparados por dois homens que estavam em um carro e morreu antes de chegar ao hospital. Ainda não há informações sobre a motivação e os suspeitos do crime, mas os investigadores trabalham com a hipótese de que o jornalista tenha sido vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte). 

Três dias antes, o jornalista Pedro Palma, dono de um jornal que trata de temas políticos e denunciava casos de corrupção local, foi executado por dois homens em uma moto na porta de sua residência, em Miguel Pereira, nos arredores do Rio de Janeiro. 

A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) cobrou das autoridades brasileiras a identificação dos autores e mandantes dos dois homicídios. "Ambos assassinatos representam mais uma triste demonstração da insegurança que afeta a profissão. Recordemos que foram cinco os jornalistas mortos no exercício de suas funções em 2013, e que nenhum desses crimes foi até o momento elucidado. Essa impunidade persistente torna o Brasil um dos maus alunos do continente americano, situado na 111ª posição na Classificação Mundial 2014 da liberdade de imprensa”, declara Camille Soulier, responsável pela seção Américas de Repórteres sem Fronteiras.

Em nota, o grupo TCM lamentou a morte e disse que Lacerda tinha mais de 20 anos de experiência e há 11 trabalhava como cinegrafista da TV Cabo Mossoró.

"A morte do nosso companheiro José Lacerda deixa uma lacuna dolorosa e um profundo sentimento de tristeza em toda a imprensa do Rio Grande do Norte. Esperamos que a Justiça e as autoridades competentes possam esclarecer as circunstâncias desse crime e punir os responsáveis", afirma o grupo.

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) também manifestou pesar pela morte do cinegrafista e solicitou às autoridades do Rio Grande do Norte a investigação do caso. 

A escalada da violência contra jornalistas no Brasil preocupa entidades defensoras da liberdade de imprensa nacionais e internacionais. De acordo com o relatório sobre liberdade de imprensa da RSF divulgado no último dia 12, o Brasil ultrapassou o México no posto de país com mais mortes de jornalistas em 2013, com cinco casos. 

Outro relatório produzido por entidades jornalísticas brasileiras e entregue ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, aponta que em 2013 foram 175 casos de violência contra profissionais da imprensa.




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