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Sindicato denuncia ataques contra jornalistas durante manifestações na Venezuela



Vinte jornalistas foram agredidos e 11 foram presos durante os protestos ocorridos em várias cidades da Venezuela na semana passada, segundo informou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) em um comunicado publicado a 16 de fevereiro.

Protestos em Caracas, Venezuela, 12 de fevereiro de 2014. Foto: Wikimedia Commons.

Entre quarta-feira (12/02) e domingo (16/02), denunciou o SNTP, 11 jornalistas foram detidos, tendo cinco deles sido "golpeados e agredidos pela Guarda Nacional",  e os pertences pessoais e celulares de outros 5 repórteres foram roubados por agentes do mesmo departamento, informa o diário El Mundo.

O sindicato afirma que foram violentamente ameaçados os direitos de trabalho e segurança da mídia.

"O secretário geral do SNTP, Marco Ruiz, condenou as ações da polícia à paisana contra os jornalistas e avisou que vai apresentar queixa na Promotoria Geral", diz o comunicado de imprensa, de acordo com o Infobae. 

O SNTP condena igualmente o caso do canal colombiano NTN24, que foi removido do ar como retaliação pelos fatos noticiados na semana passada.

De acordo com o El Universal, o secretário geral do SNTP, Marco Ruiz, procura denunciar e combater a força que a polícia e a guarda nacional estão exercendo na mídia. Ruiz também anunciou que está planejando pedir ajuda à Federação Internacional de Jornalistas para relatar os ataques a organizações de direitos humanos. 

Em resposta a diferentes ataques contra jornalistas por parte de civis, Ruiz pediu que o público respeitasse a imprensa, enfatizando que os jornalistas não são inimigos, mas os aliados em divulgar a mensagem do público em climas de tensão como o que a Venezuela está a atravessar, diz o El Universal.

Segundo o El País, nos últimos días o governo venezuelano acusou reiteradamente veículos da "burguesia" nacional e internacional de manipular a informação na Venezuela. 

Três pessoas foram mortas, dezenas ficaram feridas, e centenas de pessoas foram detidas como resultado dos protestos que começaram no dia 12 de fevereiro, diz o El País. Os protestos começaram após uma pacífica marcha estudantil, que se opunha ao governo venezuelano de Nicolas Maduro, ter entrado em conflito com grupos a favor do governo de Maduro. 




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