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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Brasileiros levam prêmios por reportagens investigativas sobre saúde



Na última quinta-feira, 2 de julho, foram anunciados os ganhadores da terceira edição do Prêmio Roche nas categorias "jornalismo escrito" e "televisão e rádio".

O Prêmio Roche é uma iniciativa do laboratório Roche com a Secretaria Técnica da Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Iberoamericano (FNPI) que busca reconhecer a excelência no jornalismo sobre temas de saúde na América Latina.

As brasileiras Anna Beatriz Pouza, Gabriela Sá Pessoa e Natacha Cortêz foram as ganhadoras na categoria de Jornalismo Escrito, com a reportagem “Dor em dobro”, publicada pela Agência Pública de Jornalismo Investigativo.

A matéria investiga o serviço de aborto legal na rede sanitária pública do Brasil. Embora o aborto esteja tipificado no Código Penal de 1940 como crime contra a vida, é permitido se a vida da mãe está em perigo ou em casos de estupro ou incesto. “Dor em dobro” busca explorar os obstáculos que impedem que muitas mulheres exerçam seu direito de abortar nos casos previstos em lei.

Este trabalho foi eleito em meio a 231 propostas nesta categoria e passou por fases eliminatórias enfrentando finalistas da Guatemala e do Chile, de acordo com a assessoria do Prêmio Roche.

O júri, formado por Francisco Javier Tovar (Espanha), Diretor da EFE Saúde, e Bernardo Esteves (Brasil), jornalista da revista Piauí especializado em ciência, contou com a assessoria médica do doutor Elmer Huerta (Perú), oncologista, especialista em medicina interna e em prevenção e controle do câncer.

“Investigar e expor as barreiras que as autoridades colocam para que as mulheres exerçam seus direitos, de maneira precisa e rigorosa, é o que dá a este trabalho tal destaque”, declarou o júri.

A equipe do programa Fantástico, da TV Globo (Brasil), formada por Luciana Osório, Drauzio Varella, Wellington Almeida, Flavio Lordello, Amanda Prada e Marconi Matos, foi ganhadora na categoria Televisão e Vídeo pelo trabalho “Pedra no caminho”.

Por seis meses, a série documentou a rotina de mulheres que sofrem de câncer de mama e recebem tratamento nos hospitais públicos de São Paulo, Brasil. A investigação busca entender por que uma doença curável continua sendo uma das maiores causas de morte entre as mulheres brasileiras.

Este trabalho foi eleito entre 84 propostas nesta categoria e enfrentou finalistas do Equador e do Brasil, segundo o site do Prêmio Roche.

O júri, formado por América Valenzuela (Espanha), licenciada em Química, jornalista científica na Rádio 5 RNE e Revista QUO; e João Alegria (Brasil), diretor-adjunto do Canal Futura, também contou com a assessoria médica do doutor Elmer Huerta.

“A reportagem é séria, está muito bem documentada, o que dá solidez à abordagem feita do tema”, declarou o júri.

Um representante eleito por cada equipe ganhadora receberá uma bolsa para participar em uma oficina da FNPI, ou poderá assistir o Festival do Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo. Além disso, cada integrante das equipes receberá um diploma em reconhecimento pelo trabalho. 



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