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Jornalista de rádio no Ceará é assassinado a tiros enquanto apresentava programa




O jornalista brasileiro Gleydson Carvalho foi morto a tiros por dois homens na quinta-feira, 6 de agosto, enquanto apresentava seu programa em um estúdio de rádio de Camocim, Ceará.

Carvalho trabalhava na Radio Liberdade FM. Um colega do apresentador contou ao portal G1 que ele já havia recebido ameaças por suas denúncias sobre política.

O jornalista brasileiro Gleydson Carvalho foi assassinado na rádio em que trabalhava, enquanto estava no ar. (Foto da página do Facebook de Carvalho)

Na manhã do dia 6, Carvalho apresentava o seu programa de rádio quando dois homens invadiram o estúdio e dispararam três vezes contra o apresentador, que morreu a caminho do hospital, segundo o El Pais

No dia 7 de agosto, a polícia prendeu dois suspeitos de terem participado como mandantes no assassinato. Outras duas pessoas que teriam efetuado os disparos estão foragidas, de acordo com o G1.

governo do estado afirmou que pediu prioridade à polícia na investigação do caso.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenou o crime e Sara Rafsky, pesquisadora associada da organização, instou as autoridades a tomarem ações para "combater a crise na liberdade de imprensa que está afetando o direito dos brasileiros a serem informados, sem contar com a destruição das vidas dos jornalistas."

Carvalho é o quarto jornalista assassinado no Brasil este ano com suspeita de que o crime esteja relacionado com a atividade profissional da vítima, segundo o CPJ.

No dia 5 de março, o paraguaio Gerardo Ceferino Servían Coronel, também jornalista de rádio, foi morto depois de receber seis tiros em Ponta Porã, Brasil. O corpo decapitado do blogueiro Evany José Metzker, com sinais de tortura, foi encontrado em Minas Gerais no dia 18 de maio. Seis dias depois, o corpo, também com sinais de tortura, do jornalista comunitário Djalma Santos da Conceição foi encontrado no estado da Bahia. Homens mascarados haviam sequestrado Djalma na noite anterior. CPJ ressaltou que nenhum desses casos foi resolvido até o momento.

CPJ registra que ao menos 16 jornalistas foram mortos em virtude de sua atividade profissional desde 2011. Brasil é o 11º da classificação do Índice Global de Impunidade do CPJ em 2014.




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