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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Conta de Instagram oferece um novo olhar sobre a vida na América Latina



De um dia paraoutro, os seguidores da conta de Instagram Everyday Latin America (América Latina Cotidiana) puderam viajar virtualmente do Paraguai até Costa Rica, México e além.

Os fotojornalistas Elie Gardner, Oscar Durand, Danielle Villasana e Federico Pardo criaram a conta Everyday Latin America em julho de 2014 em um esforço de preencher o vazio de representação visual da América Latina ao oferecer uma via para fotógrafos documentarem e compartilharem imagens das pessoas e lugares da região.

Mendoza, Argentina (Foto: Claudio Gutiérrez/Courtesía Everyday Latin America)

“Realmente se centra em criar, publicar e compartilhar conteúdo que não se vê normalmente”, disse Villasana em uma entrevista com o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas. “O que realmente tratamos é de romper os estereótipos da América Latina mostrando estes ‘momentos cotidianos’ que não se veem nos tradicionais [meios de comunicação]”.

Os jornalistas se inspiraram no projeto Everyday Africa (África Cotidiana) que se descreve como “uma tentativa de redirecionar o foco a uma compreensão mais precisa do que a maioria dos africanos vivem diariamente: a vida normal”, segundo sua página web.

Everyday Latin America opera com a publicação de várias fotos diariamente, principalmente em sua conta de Instagram, mas também no Facebook.

Desde sua criação, Everyday Latin America acumulou mais de 35.000 seguidores no Instagram.

Atualmente mais de 20 fotógrafos profissionais contribuem com imagens que podem ir desde um jogo de ‘futevôlei’ na praia de Ipanema no Brasil até a ornitologia (observação de aves) nas montanhas da Sierra Nevada de Santa Marta na Colômbia ou a fabricação de ladrilhos na Argentina.

Embora os fotógrafos sejam profissionais, Everyday Latin America destaca que suas imagens são tiradas com celulares.

“Nós encampamos a ideia de que todo mundo tem um telefone e assim todo mundo pode tirar fotos”, disse Villasana. “Há algo muito cru e instantâneo em disparar do telefone e fazer uma edição rápida e subir no Instagram”.

O projeto também coordena a série de fotografias chamada #historiasvivas, onde os fotógrafos podem compartilhar histórias fotográficas de formato longo durante vários dias.

Chilpancingo, México (Foto: Adriana Zehbrauskas/Cortesia Everyday Latin America)

No ano passado, depois do desaparecimento de 43 estudantes em Iguala, México, a colaboradora brasileira Adriana Zehbrauskas publicou uma série #historiasvivas de sua cobertura feita na cidade nas semanas e meses depois da notícia. Zhebrauskas foi nomeada como uma das três primeiras ganhadoras de Getty Images Instagram Grants pelas publicações feitas em seu celular sobre este tema.

Recentemente, projetos similares conhecidos como “The Everyday Projects” (Projetos Cotidianos) apareceram em todo o mundo. Há alguns por região como Everyday Asia, Everyday Middle East (Oriente Medio Cotidiano), Everyday USA (Estados Unidos Cotidiano), mas também há outros por nichos como Everyday DPRK (RPFC Cotidiana), sobre a Coreia do Norte, Everyday Climate Change (Mudança Climática), e inclusive Everyday Yazd, sobre a cidade iraní de Yazd.

No Photoville do ano passado na cidade de Nova York, várias séries de “The Everyday Proyects” se uniram para criar “Everyday Everywhere” (Cotidiano de todas as partes), um apanhado dos trabalhos de vários projetos publicados uma vez ao dia.

Um ano depois de seu lançamento, Everyday Everywhere tem mais de 100 mil seguidores no Instagram.

Villasana se mudou para o Peru depois de se formar na Universidade do Texas em Austin em 2013. Seu trabalho a levou a percorrer toda a região; cobriu a mineração e a construção na Amazonas para Al Jazeera América, viajou pela América Latina para o The New York Times, e ganhou uma aclamação considerável por seu projeto em curso sobre a comunidade transgênero no Peru.

Contudo, ela disse que as imagens que os meios de comunicação tradicionais costumam buscar da América Latina não fazem um retrato completo do lugar. Certos temas, como a violência e a pobreza, são destacados muito mais que outro e em uma proporção superior à real.

“Creio que as pessoas estão cansadas de ver a imagem que se espera nos meios”, disse Villasana ao refletir sobre a resposta positiva do público ao conceito dos projetos cotidianos. “As pessoas se sentem realmente renovadas e inspiradas quando alguém faz algo diferente nos meios de comunicação ou quando veem algo inesperado”.








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