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Radialista brasileiro morto dentro de estúdio havia pedido para deixar cobertura de crime



O radialista João Valdecir de Borba, conhecido como Valdão, foi morto no dia 10 de março enquanto trabalhava nos estúdios da Rádio Difusora AM em São Jorge do Oeste, sudoeste do Paraná. De acordo com uma reportagem do portal G1, a polícia informou que o crime foi cometido por duas pessoas, ainda não identificadas.

Ainda segundo o G1, a única testemunha do crime, um cantor que ensaiava no estúdio da rádio com Borba, contou que  o radialista havia saído do estúdio por um momento e foi rendido por criminosos, que o levaram para o banheiro, onde ele foi baleado. O radialista foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

João Valdecir de Borba foi morto em 10 de março, no estúdio da rádio. (Foto do perfil de Borba no Facebook)

Há cinco meses, ainda de acordo com o G1, Borba havia pedido para deixar a cobertura de crimes, sem relatar ameaças ou dar nenhum motivo específico. A direção da rádio aceitou o pedido e, desde então, o radialista trabalhava em programas musicais.

Borba trabalhava na rádio havia dez anos e apresentava três programas musicais. Ele era casado e tinha dois filhos. 

A Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná emitiu uma nota condenando a morte e lembrando que Borba foi morto no mesmo dia em que associações de imprensa se juntaram à Unesco para entregar uma carta ao governo brasileiro pedindo mais segurança para o trabalho de jornalistas no Brasil.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) também se pronunciou condenando a morte do radialista e alertando sobre o aumento da violência contra trabalhadores dos meios de comunicação no Brasi.

Se as autoridades confirmarem que a morte de Borba estiver ligada a seu trabalho como jornalista, ele será o primeiro jornalista morto no Brasil este ano por essa razão.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas classificou o Brasil em terceiro na lista de países mais perigosos do mundo em 2015. O país também ficou em décimo primeiro no Índice Global de Impunidade do CPJ, uma lista de países onde os assassinos de jornalistas permanecem impunes.




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