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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

ISOJ 2016: Conteúdo distribuído cria desafios e força redações à adaptação, dizem editores



Veículos de comenucação estão cada vez mais usando Facebook, Google e outras plataformas de redes sociais para distribuir conteúdo. Se o jornalismo sobreviverá nesse tipo de ecossistema de mídia, em que os editores não controlam todos os canais de distribuição, foi o tema do painel de abertura do Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ) de sexta-feira, 15 abril.

A moderadora do painel, Vivian Schiller, consultora independente e ex-Twitter, NBC, NPR e The New York Times, apresentou o desafiador assunto e convidou quatro editores e produtores para discutir o tema ante uma platéia lotada no Blanton Museum of Art, no campus da Universidade do Texas, em Austin.

Segundo os palestrantes, os provedores de notícias precisam ainda experimentar, quando não abraçar completamente os Google e Facebooks do mundo. 

David Skok, editor e vice-presidente digital do The Boston Globe, começou por destacar a relação entre a Dell e a Asus, de Taiwan, que ao longo do tempo persuadiu a Dell a deixá-la construir placas-mãe da empresa de Austin, montar seus computadores e lidar com a logística.

Skok disse que a mesma coisa está acontecendo na indústria editorial, que os editores devem estar conscientes do exemplo da Dell de que, enquanto a tecnologia otimiza o alcance, engajamento e escala, o jornalismo otimiza para o impacto.

Este impacto também foi abordado por Borja Echevarría, vice-presidente e editor-chefe da Univision Digital. Ele apresentou a visão de uma rede de TV sobre o assunto e disse que as emissoras "têm aprendido muito com jornais, com seus erros e com as coisas boas que aconteceram. A boa notícia é, claro, todo esse aprendizado, mas também o fato de que temos algo que todo mundo está procurando - que é vídeo. E temos os recursos [para produzir]. "

Echevarría disse que, com o uso de plataformas de redes sociais, o tráfego de vídeo da Univision tem aumentado. Isso é bom para a audiência, ele disse, mas ruim para o modelo de negócio.

"Eu acredito que as redações e o jornalismo estão se movendo muito mais rápido para pensar sobre audiência do que a parte de negócios", disse ele. Para encontrar um equilíbrio, acrescentou, é necessário, entre outras coisas, abraçar as start-ups e adaptar conteúdo de vídeo para diferentes plataformas.

Um olhar mais atento em como jornais locais estão lidando com a questão do conteúdo distribuído foi apresentado por Robyn Tomlin, vice-presidente e chefe de redação do The Dallas Morning News. Ela disse que o tema apresenta desafios, mas também oportunidades.

"Meu sentimento é de que o conteúdo distribuído é uma das coisas que podem nos ajudar. Em Dallas estamos tomando a abordagem de teste e aprendizagem. Uma abordagem passo-a-passo", disse ela.

Para ela, um dos grandes benefícios de se usar plataformas como o Facebook, Twitter, Snapchat ou Instagram é que eles podem ampliar a “canalização de audiência de valor" e ajudar a atingir o público. Mas, ao mesmo tempo, há o desafio de encontrar uma equipe editorial dedicada a desenvolver e sustentar a “voz” do The Dallas Morning News. Além disso, oportunidades de monetização são limitadas, acrescentou.

Conteúdo distribuído: Pode o jornalismo sobreviver e prosperar em um ambiente de mídia em que editores não controlam seus canais de publicação? (Mary Kang/Knight Center)

Uma visão muito mais otimista sobre este novo ambiente foi apresentada por Summer Anne Burton, produtora executiva de criação do BuzzFeed. Ela disse que o BuzzFeed é um "centro de testes" e que, 18 meses atrás, a empresa reuniu uma equipe de pessoas criativas para trabalhar em conteúdo distribuído.

"Estamos muito dispostos a adaptar. Queremos chegar ao maior número possível de pessoas. E a maneira de fazer isso é seguir pessoas onde eles estão", disse ela.

Burton compartilhou algumas estratégias de sucesso do BuzzFeed em lidar com diferentes plataformas, incluindo o pensamento de distribuição como uma arte criativa, tentar variações sobre um mesmo tema e testar e aprender com as experiências.

Esta edição do 17o ISOJ, que continua na sexta-feira e sábado, está sendo transmitida em inglês aqui e em espanhol aqui.








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