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Segundo acusado pelo assassinato da jornalista mexicana Anabel Flores é preso em Veracruz




Autoridades mexicanas prenderam um segundo homem acusado de ser o suposto autor intelectual e material do assassinato da jornalista Anabel Flores Salazar, ocorrido em fevereiro deste ano, informou o jornal El Universal.

De acordo com o Procurador Geral do Estado de Veracruz, Luis Ángel Bravo Contreras, o suspeito Manuel "N", vulgo 'El Cachorro', também é identificado como líder do grupo criminoso Los Zetas na região e é acusado em outros inquéritos em andamento relacionados a crimes "de alto impacto" na região.​

Esta é a segunda prisão no caso do assassinato de Flores Salazar. Em maio, a procuradoria do Estado informou que Gonzalo Paulo "N" tinha sido preso pelo crime. Na época, o escritório do procurador geral informou que "a jornalista foi privada de liberdade e da vida por causa de publicações que afetaram os interesses de um grupo criminoso ao qual a pessoa capturada pertence."

No que diz respeito a Gonzalo Paulo "N", as autoridades disseram por meio de um comunicado que as investigações poderiam "estabelecer a autoria" no sequestro do jornalista e "nos acontecimentos que posteriormente a privaram da vida."​

Na madrugada de 8 de fevereiro, um grupo de homens armados sequestrou Flores Salazar de sua casa no estado de Veracruz. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte no estado vizinho de Puebla, localizado cerca de 30 minutos de onde ela morava.

A jornalista cobria crimes para o jornal El Sol de Orizaba em Veracruz e colaborava com outros meios de comunicação. Ela era a mãe de um menino de 4 anos de idade e de um bebê recém-nascido.​

Seu assassinato teve repercussão nacional e internacional por motivos que incluem a atitude de autoridades estatais acusadas ​​de "criminalizar" o trabalho da jornalista. Conforme denunciado por algumas organizações, logo após tomarem conhecimento do sequestro da jornalista, as autoridades insinuaram uma possível ligação entre Flores Salazar e grupos criminosos na área.

A crítica também veio pelo fato de o assassinato ter ocorrido em um dos estados mais perigosos no México para o exercício do jornalismo. De acordo com a organização Artigo 19, durante a administração do governador Javier Duarte (que começou em 2010), ao menos 14 jornalistas foram mortos em Veracruz. Só neste ano foram registrados três assassinatos naquele estado.




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