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Palestrantes do ISOJ 2017 debatem o futuro da realidade virtual e vídeo 360, com tecnologia mais barata e acessível




Robert Hernandez (Courtesy photo)

Ao longo do ano passado, a realidade virtual e o vídeo de 360 graus levaram espectadores a vários lugares, de uma pequena cela solitária até Marte. Embora a tecnologia tenha existido por anos, ela se tornou cada vez mais popular e acessível, com o Facebook anunciando em março que os usuários seriam capazes de transmitir vídeos em 360 ao vivo.

Robert Hernandez, professor de prática profissional na University of Southern California, tem aproveitado esse caráter mais acessível da tecnologia com sua equipe de JOVRNALISM. Os estudantes de graduação, mestrado e doutorado da equipe usaram vídeo 360 e realidade virtual para cobrir a Inauguration (posse do presidente americano) e a Marcha das Mulheres em D.C. de 2017, entre outras coisas.

Com a tecnologia se desenvolvendo em um ritmo tão rápido, Hernandez disse que é mais fácil para os recém-chegados começarem a experimentar e desenvolver diferentes histórias.

"[A tecnologia] está se tornando mais barata e mais acessível", disse Hernandez ao Centro Knight. "Está permitindo que as pessoas experimentem sem precisar ter montanhas de dinheiro ou uma fonte infinita de recursos."

Shaheryar Popalzai (Courtesy photo)

Hernandez vai debater realidade virtual e vídeo 360 no painel “Vídeo em todos os lugares: Da cobertura ao vivo à realidade virtual, 360, e outros formatos inovadores” em 21 de abril no Simpósio Internacional de Jornalismo Online 2017 (ISOJ). Ele será acompanhado de Ethar El-Katatney, produtora-executiva da AJ+; Micah Gelman, editor sênior e diretor editorial de vídeo do The Washington Post; (Sanchez) Wang Jiapeng, diretor sênior de operação do Caixin; International Knight Fellow Shaheryar Popalzai; e o mediador R.B. Brenner, diretor da UT Austin School of Journalism.

À medida que mais jornalistas e meios de comunicação começam a utilizar a tecnologia, Hernández disse que é importante que a qualidade dos projetos aumente e que a tecnologia não seja usada apenas como novidade.

"O compromisso com a qualidade de contar histórias está lá", disse Hernandez. "Nós estamos partindo dessa tecnologia legal, que pode facilmente ser usada como um truque, para passar a usar essa tecnologia para fazer storytelling de forma eficaz. Isso representa um desafio para muitas pessoas que estão apenas começando. Como você faz isso sem transformar a tecnologia em um brinquedo? "

Um dos passos mais importantes no desenvolvimento de uma tecnologia é que muitas pessoas tentam e falham, o que ajuda os outros a aprender com os erros, disse Hernandez.

R.B. Brenner (Courtesy photo)

"É preciso haver muita experimentação por todas as organizações de notícias que vêem uma oportunidade nisso", disse Hernandez. "Você não sabe o que uma boa história é até que você comece a experimentar, e não é só porque você fez e produziu algo que você precisa publicar. Isso te ajuda a aprender como encontrar o que funciona melhor."

Para o moderador do painel, R.B. Brenner, diretor da UT Austin School of Journalism, uma das coisas mais importantes a fazer ao se considerar o uso de realidade virtual ou de vídeo 360 é começar se perguntando "por que?"

"Por que fazer esta história usando esta tecnologia vai melhorar o que você vai fazer?" Brenner disse. "Se você não consegue dar uma boa resposta, isso já te diz uma coisa."

Idealmente, Brenner disse que realidade virtual e ​​vídeo 360 devem ser usados por dois motivos principais.

Para a realidade virtual, ela deve levar os usuários a um lugar que não seria fácil de acessar de outra forma.

"Ninguém está indo para Marte agora, mas com realidade virtual, você pode ter uma noção de como é estar lá", disse Brenner. "Essa é uma das coisas mais importantes a se pensar com realidade virtual. Ela consegue transportar alguém para um lugar que é quase impossível de ir fisicamente?"

(Sanchez) Wang Jiapeng (Courtesy photo)

Para o vídeo 360, tudo se resume à presença, disse Brenner.

"Você pode ler sobre uma vigília em Paris depois de um ataque terrorista, e um grande escritor ou um vídeo convencional pode ajudar a trazer isso à vida", disse Brenner. "Mas há algo mais poderoso do que a sensação de estar de pé ali com essas pessoas enquanto elas estão de luto?"

Quando se trata de realidade virtual ou vídeo 360, Brenner acredita que eles vão se tornar mais mainstream eventualmente, mas vão continuar sendo complementares a outros conteúdos jornalísticos.

"A realidade virtual existe há um bom tempo e já houve falsos inícios antes", disse Brenner. "Mas eu acho que muito disso depende se vai haver conteúdo realmente bom ou se vai haver apenas um monte de conteúdo inundando o mercado."

(Sanchez) Wang Jiapeng, diretor sênior de operação da Caixin, disse que para a realidade virtual realmente pegar, é preciso passar do estágio de novidade para que mais pessoas possam melhorar o uso da tecnologia.

Ethar El-Katatney (Courtesy photo)

"Os dispositivos eletrônicos e as suas experiências de usuário não estão prontos para consumo de massa ainda", disse Jiapeng. "As pessoas ainda não estão dispostas a colocar óculos a menos que elas estejam nos cinemas ou jogando jogos em uma sala".

Ethar El-Katatney, produtora-executiva da AJ +, escreveu no livro "Finding the Truth Among Fakes" [Encontrando a verdade no meio do falso], do Aljazeera Media Institute, em 2017, que é imprescindível que as organizações de notícias comecem a usar essa tecnologia agora, para se conectar com as suas audiências.

"Seis meses a partir de hoje, um ano, [AJ +] não pode se parecer ao que nós somos agora", disse El-Katatney. "Tivemos a sorte de ser inovador neste campo, mas muitos concorrentes agora estão nos nossos calcanhares. Se não mudarmos, nos adaptarmos, experimentarmos e inovarmos, nós não vamos crescer. Como qualquer organização na vanguarda da experiência de storytelling digital, nós precisamos parar constantemente e lembrar que a indústria está mudando rapidamente. Ao existir nas plataformas de mídia social, nós estamos nas mãos dos seus algoritmos."

No Washington Post, Micah Gelman, editor sênior e diretor editorial de vídeo, assumiu a responsabilidade de liderar o mundo do vídeo no jornal com o anúncio do Washington Post Video em 2015. No ano passado, em uma entrevista com The Huffington Post, Gelman disse que a transição dentro das redações para criar mais conteúdo de vídeo era uma maneira de se conectar com seu público mais jovem.

Micah Gelman (Courtesy photo)

À medida que a tecnologia se tornou mais disponível, eles passaram a ter mais espaço para experimentar sua narrativa.

"A nossa abordagem sobre como contar histórias está sempre mudando", disse Gelman. "O vídeo ainda é relativamente novo - quando você compara a invenção da televisão com a imprensa escrita. E durante as primeiras décadas, o vídeo era dominado por poucos - em grande parte devido ao custo de captação e distribuição. Mas agora as massas têm acesso ao vídeo, vídeo 360 e em breve será VR, AR e a próxima coisa que ainda não conhecemos. A nossa abordagem está sempre evoluindo - tem sido assim desde o início da comunicação.

O ISOJ, que reúne uma mistura única de profissionais de jornalismo e acadêmicos de mais de 40 países, começa na sexta-feira, 21 de abril, no Blanton Museum, no campus da Universidade do Texas, em Austin. As inscrições para o evento estão fechadas, mas uma transmissão ao vivo será realizada pelo YouTube e Facebook em 21 e 22 de abril.








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