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Diretor de site de notícias venezuelano vai para prisão domiciliar após quase nove meses em centro de detenção




O jornalista chileno-venezuelano Braulio Jatar, que está preso desde o dia 3 de setembro de 2016, foi libertado e está sob prisão domiciliar.

"Estamos no meio de tanta injustiça. A família se sente aliviada porque meu irmão, depois de nove meses na cadeia, mesmo inocente, pode estar em casa e melhorar, se recuperar de um monte de problemas físicos e problemas psicológicos que ele precisa superar", disse a sua irmã Ana Julia Jatar ao Centro Knight. "Então ele vai começar a sua recuperação imediatamente e vamos continuar a luta pela sua liberdade, porque ele é inocente e ele não deve estar sob prisão domiciliar, ele deve ser livre."

Parentes postaram no Twitter sobre o retorno de Braulio para casa em 24 de maio.

O jornalista ficou preso por quase nove meses. Nesse período, membros da família e advogados denunciaram irregularidades em seu processo de detenção e tratamento desumano.

Braulio é oficialmente acusado de lavagem de dinheiro, mas sua família e organizações de direitos humanos disseram que a sua prisão foi uma retaliação por um vídeo publicado no site do Reporte Confidencial, o veículo que ele dirige. O vídeo mostrava um protesto de rua contra o presidente Nicolás Maduro, durante a sua visita à Ilha de Margarita em 2 de setembro de 2016.

Em dezembro, membros da família e seus advogados revelaram que Jatar estava com câncer de pele.

Na época, Ana Julia Jatar, contou ao Centro Knight sobre a deterioração da saúde do seu irmão, incluindo problemas crescentes com hipertensão. Ela também afirmou que membros da família disseram que ele foi submetido a "assédio" e "humilhação" e estava em confinamento solitário.

Em 25 de maio, ela disse ao Centro Knight que seu irmão passou por um procedimento para remover o câncer, que felizmente não era melanoma.

Durante sua detenção, Braulio esteve em quatro cadeias diferentes. Na última, Ana Julia disse que seu irmão não tinha água corrente nem luz. A falta de água corrente causou duas hérnias que foram operadas, ela explicou. Após esse procedimento, Ana Julia disse que o médico relatou que ele não poderia voltar para a prisão nessas condições e sem serviço médico.

Ela disse que uma combinação de fatores levou Braulio a ser transferido para a prisão domiciliar. Ana Julia considera que foi a pressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), do governo chileno e da situação política interna da Venezuela.

A família agora aguarda os próximos passos para o julgamento. 

Familiares disseram anteriormente que Braulio desapareceu por 12 horas depois de ser detido, que uma busca de sua casa sem uma ordem judicial foi realizada durante esse tempo, e que os funcionários supostamente colocaram dinheiro em seu veículo para acusá-lo de lavagem de dinheiro.

"Como a única testemunha que o promotor tinha já confessou que não conhece meu irmão, nunca o conheceu, e nem estava na cidade onde meu irmão foi levado para a prisão, no dia em que ele foi feito prisioneiro, nós acreditamos que o promotor vai retirar as acusações ", disse Ana Julia. "Se ele não retirar as acusações, então é mais uma demonstração de que essa é uma questão política e não uma questão legal".

O Ministério Público da Venezuela foi contactado para esta reportagem, mas não respondeu até a data da publicação.

*Silvia Higuera contribuiu com a matéria








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