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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

CIDH agenda audiência pública para analisar assassinato impune de jornalista colombiano morto há 19 anos



O caso da morte do jornalista colombiano Nelson Carvajal Carvajal ainda não esclarecido, assassinado em 16 de abril de 1998, será analisado em audiência pública pela Comissão Interamericano de Direitos Humanos (CIDH), em 22 e 23 de agosto, na Costa Rica, de acordo um comunicado de imprensa da organização.

Durante a 119 sessão ordinária, a Comissão vai analisar o caso Carvajal Carvajal supostamente assassinado por motivos relacionados com o exercício de sua profissão, e a alegada falta de uma investigação séria, diligente e oportuna sobre o que aconteceu. Adicionalmente, o comunicado, disse que supostas ameaças graves e de perseguição da família do jornalista teriam causado sua saída da Colômbia devido à falta de proteção.

O jornalista, de 37 anos, foi morto no município de Pitalito, depois de receber sete tiros à saída da Escola de Los Pinos, onde ele era professor.

Conforme determinado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) nos detalhes do caso em tribunal, há evidências suficientes para concluir que o assassinato de Carvajal foi cometido para silenciar suas reportagens, que revelaram atos ilegais supostamente cometidas no âmbito das autoridades locais. A Comissão notou igualmente que haveria evidências sobre a suposta participação de agentes do Estado no crime, que não foram minuciosamente investigadas.

Carvajal era diretor do jornal Momento Regional e das revistas de rádio Mirador da Semana, Amanhecer no Campo e Tribuna Médica da Emissora da Rádio Sul, no município de Pialito, parte de Huila na Colômbia.

Em julho passado, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) disse em um comunicado que será a representante legal no caso Carvajal Carvajal, em conjunto com a organização de Direitos Humanos Robert F. Kennedy, na audiência pública da CIDH, a ser realizada na sede do Tribunal de San José, na Costa Rica.

Desde 2002, a SIP iniciou uma investigação sobre o assassinato de Carvajal, através de sua Unidade de Resposta Rápida na Colômbia. Nesse mesmo ano, o caso foi analisado pela CIDH, que determinou que o Estado colombiano foi responsável pela violação da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, em detrimento de Carvajal e sua família, remetendo em 2015 o caso à IDH, de acordo com a SIP.

Segundo a SIP, o caso do jornalista foi visto por quatro promotores diferentes sem ser concluída qualquer responsabilidade. Também foram reveladas as identidades de mais de 20 pessoas que deram o seu testemunho posteriormente abolido sob a figura da identidade reserva ou testemunhas anônimas.

Carvajal foi um crítico proeminente da gestão política do município. Em seus programas, ele denunciou a corrupção de políticos locais e suas supostas ligações com grupos armados, de acordo com a Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP).








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