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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Autoridades mexicanas investigam grupo criminoso e funcionário de prefeitura por assassinato de youtuber ameaçada




A blogueira mexicana Pamela Montenegro foi morta a tiros no dia 5 de fevereiro em um restaurante em Acapulco.

Pamela Montenegro (Screenshot)

Segundo relatos oficiais, um grupo de homens armados se aproximou diretamente de Montenegro no restaurante de propriedade da blogueira e atirou contra sua cabeça, informou Proceso. 

Montenegro interpretava uma personagem chamada La Nana Pelucas no canal de YouTube El Sillón TV. Usando um vestido largo e empregando humor e sátira, La Nana Pelucas discutia política e entrevistou figuras locais como congressistas ou candidatos em seu programa. Ela também criticava as autoridades locais. Montenegro às vezes aparecia como ela mesma no canal com programas mais leves sobre maquiagem ou fofocas. 

As investigações preliminares sobre o caso mostram que um grupo criminoso ordenou o assassinato, de acordo com o Ministério Público Geral de Guerrero. A investigação também vincula o assassinato a suas publicações e afirma que "ela conseguiu em seu portal, supostamente, informações privilegiadas sobre grupos criminosos". 

No entanto, o escritório do Ministério Público disse que não deixaria pedra sobre pedra e que Montenegro tinha sido ameaçada por um funcionário municipal "que supostamente teve um relacionamento com o grupo que tirou a vida da jornalista". Eles acrescentaram que a arma usada no crime foi usada para matar um empregado de uma empresa de guindastes duas horas depois, mais indicações que apontam para um grupo criminoso.

Proceso informou que, desde 2016, bandeiras penduradas na cidade de Acapulco indicavam que Montenegro e seu marido, Samuel Muñuzuri, supostamente tinham vínculos com o crime. Ela foi acusada de ser informante do governo e de ser administradora no Facebook de uma página que publicava acusações anônimas contra membros de gangues chamada Acapulco sin censura (Acapulco sem censura), acrescentou o site de notícias. Montenegro negou as acusações. 

Pamela Montenegro, como La Nana Pelucas, entrevistando Memo Deloya Cobian, coordenador do Instituto Nacional para o Federalismo e Desenvolvimento Municipal e candidato à presidência municipal de Puebla pelo PRI. (Screenshot)

A Associação Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) condenou o assassinato de Montenegro e pediu às autoridades que investiguem se o crime está relacionado às críticas feitas por ela.

"Condenamos veementemente o crime e exortamos as autoridades a não descartar nenhuma teoria para esclarecer se o assassinato está conectado a seu trabalho como jornalista", disse o presidente da SIP, Gustavo Mohme.

Acapulco é a segunda cidade mais violenta do mundo, de acordo com a organização mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Criminal.

Em 2011, pelo menos quatro pessoas foram mortas em Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, e seus corpos foram exibidos publicamente com mensagens ameaçadoras sobre a denúncia de crimes nas mídias sociais. Uma das pessoas assassinadas foi María Elizabeth Macías Castro, editora-chefe do jornal Primera Hora, que denunciou crimes relacionados ao tráfico de drogas no site Nuevo Laredo En Vivo. Um cartaz junto ao corpo decapitado de Macías Castro dizia: "Eu sou a garota de Laredo e estou aqui por causa das minhas reportagens e das deles". 








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