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Vereador e outras cinco pessoas são indiciadas por assassinato de radialista em Goiás



A Polícia Civil do Estado de Goiás entregou à Justiça brasileira no dia 4 de abril o inquérito finalizado sobre o assassinato do radialista Jefferson Pureza, morto na cidade de Edealina em 17 de janeiro deste ano. A investigação policial concluiu que o vereador José Eduardo Alves da Silva, do Partido da República (PR), foi o mandante do crime e deve ser acusado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante pagamento, segundo reportou o G1.

Jefferson Pureza Lopes. (Facebook).

Além de Alves da Silva, também foram indiciados outros dois homens e três adolescentes –dois dos adolescentes teriam cometido o crime, invadindo a casa de Pureza e disparando os três tiros que o mataram, concluiu a investigação.

Segundo o delegado Queops Lourdes Barreto Silva disse ao G1, o político era desafeto do radialista, por conta das críticas feitas em seu programa de rádio. No entanto, o estopim para o assassinato foi a descoberta de que Pureza estava se relacionando com a ex-esposa do vereador, afirmou Barreto Silva.

“Ele planejou matar o radialista no início do ano passado, mas isso não se concretizou na época”, disse o delegado. “A partir do momento que descobriu o relacionamento [o vereador] foi até dois maiores e um menor, que o levaram até os dois adolescentes que foram pagos para executar o homicídio”, afirmou, acrescentando que o vereador também planejou o assassinato da ex-esposa, que não foi concretizado.

Os dois adolescentes teriam recebido R$ 5 mil e a arma usada no crime para assassinar o radialista, reportou o G1. Eles e outro adolescente que teria intermediado a negociação do crime, segundo a Polícia, devem responder por ato infracional análogo a homicídio.

O lavrador Marcelo Rodrigues dos Santos e o comerciante Leandro Cintra da Silva, que segundo a polícia intermediaram a negociação entre o vereador e os adolescentes para o crime, devem responder por homicídio e por corrupção de menores, informou o G1.

O vereador e os outros suspeitos foram detidos em 9 de fevereiro por suposto envolvimento no assassinato. Eles seguem presos e, segundo o delegado, negam a autoria do crime, conforme reportou o Jornal Opção. “As investigações concluíram que o crime teve motivações políticas e passional. Nenhum dos acusados chegou a confessar o crime, mas a polícia não tem dúvida do envolvimento direto dessas pessoas no assassinato”, disse Barreto Silva.

Jefferson Pureza conduzia o programa “A Voz do Povo”, na rádio Beira Rio FM, no qual denunciava supostas irregularidades da administração pública e criticava autoridades municipais e regionais. Segundo amigos dele afirmaram à imprensa na época do assassinato, o radialista vinha recebendo ameaças há pelo menos dois anos por seu trabalho. Quando foi assassinado, Pureza trabalhava nas obras para reconstruir a sede da rádio que transmitia seu programa, destruída por um incêndio em novembro de 2017 - o segundo em menos de um ano.



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