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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Painel de abertura do ISOJ 2018 trouxe o debate sobre os jornais em uma era pós-publicidade




Quando Jim Moroney, presidente e CEO da A.H. Belo Corporation, perguntou ao público no 19o Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ) se alguém está pagando por seu jornalismo local por meio de publicidade digital, ninguém levantou a mão.

From L to R: Jim Moroney, Sara Glines, David Perpich, Jim Friedlich and Earl Wilkinson

No mundo do jornalismo, a publicidade tornou-se um tema cada vez mais relevante nos últimos anos, à medida que as empresas de mídia analisam os melhores métodos para gerar receita. Moroney, que liderou o painel de abertura “Jornais em uma era pós-publicidade”, enfatizou que a publicidade não está impulsionando o crescimento das empresas de mídia locais.

"Não é que a publicidade seja ruim", disse Moroney. "É que nunca será suficiente".

Com empresas como Google, Facebook e Amazon recebendo uma grande parcela de publicidade, Moroney incentivou publicações a explorar novos caminhos. No primeiro painel do ISOJ 2018, ele foi acompanhado por quatro proeminentes líderes de mídia, que avançaram o debate sobre o tema e compartilharam insights sobre métodos que podem ajudar as empresas de mídia local a gerar lucros.

Sara Glines, presidente e publisher do The News & Observer em Raleigh, Carolina do Norte, disse que os leitores são a chave para o sucesso das empresas de mídia local. Por causa disso, Glines ressaltou a importância de dar aos jornalistas um lugar na mesa ao tomar decisões sobre o tipo de conteúdo produzido.

Glines apresentou um modelo de experiência de leitura e descreveu como o objetivo das redações deve ser o de mover o leitor do estágio de “conhecimento das notícias” para o de “defesa das notícias”. Quando o público começa a recomendar as notícias para outras pessoas e apoia uma empresa de mídia, isso aumenta o engajamento e as assinaturas digitais.

Os dados podem ajudar na compreensão de como o público se conecta com o conteúdo, permitindo que os jornalistas tenham uma ideia das histórias a serem reportadas.

"Quando você começa a olhar para análise de dados e começa a falar sobre como uma história se conecta com o público e começa a pedir aos jornalistas que pensem sobre isso e concentrem suas atenções com base nessas informações", disse Glines. "Agora trata-se de marketing".

Este método pode ajudar no aumento da receita. No entanto, para empresas de mídia menores que não podem contratar cientistas de dados, pode haver o risco de a comunidade se tornar um deserto de notícias. Embora os dados possam oferecer uma visão clara do engajamento, Glines enfatizou a importância de simplesmente conhecer seu público para saber se uma história que um jornalista propõe realmente atrairá a atenção da audiência.

David Perpich, presidente e gerente-geral da Wirecutter, uma empresa do The New York Times, apoia o suporte vindo dos leitores, mas também acredita que a receita pode ser gerada através do marketing.

"Acredito que a receita advinda de assinaturas e a receita vinda dos leitores sejam a base para o avanço do negócio das notícias", disse Perpich. "Mas também não acho que esse seja o único fluxo de receita".

Perpich disse que as empresas de mídia devem entender o que os leitores e profissionais de marketing valorizam e focar na criação de experiências de jornalismo que incorporem ambos.

Tanto Jim Friedlich, diretor executivo e CEO do Instituto Lenfest de Jornalismo, quanto Earl Wilkinson, diretor executivo e CEO da International News Media Association, concordam que o apoio da comunidade e novos métodos de marketing são essenciais para o sucesso da redação e ofereceram exemplos positivos de como isso pode funcionar.

De acordo com Friedlich, estudos descobriram que as pessoas estão gastando mais dinheiro com mídia e entretenimento, incluindo, entre outras, assinaturas de jornais, serviços de streaming e mais. A participação do consumidor aumentou 25% em relação a 2000.

The Voice of San Diego, uma premiada organização de notícias sem fins lucrativos, é um exemplo de uma empresa de mídia que usa uma nova abordagem eficaz para atrair seus usuários, de acordo com Friedlich. O método, o hub de receita de notícias, não coloca um preço em suas reportagens, mas pede aos seus leitores que paguem qualquer valor que acreditem ser justo para se tornarem membros da publicação. Ao fazer isso, eles arrecadaram mais de US$ 1 milhão em um ano e ajudaram centenas de publicações nos Estados Unidos a fazer o mesmo.

"Acho que as assinaturas digitais dizem mais respeito a princípios básicos do marketing e do jornalismo", disse Wilkinson. “Acredito que as assinaturas digitais são, no mínimo, a base para uma pilha maior, e no máximo uma participação maior no quadro de associados… Acho que a cultura é uma parte central dessa história, assim como o engajamento”.

Nos últimos 19 anos, o ISOJ levou executivos de mídia, jornalistas e acadêmicos a Austin, Texas, para uma discussão sobre o presente e o futuro do jornalismo online. A conferência continua amanhã, 14 de abril.

A transmissão ao vivo está disponível em inglês e espanhol em https://isoj.org/. Vídeos na íntegra dos painéis de sexta-feira estão disponíveis no YouTube. Para ver as sessões da manhã, clique aqui. Para ver as sessões da tarde, clique aqui.








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