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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Novas ferramentas do Google ajudarão jornalistas a aumentar assinaturas, otimizar trabalho e fortalecer a segurança de sites



Consciente dos desafios que os jornalistas enfrentam em todo o mundo, a equipe do Google está desenvolvendo ferramentas para ajudar a rotina desses profissionais.

“É um momento único para o jornalismo em todo o mundo e sabemos que o Google tem parte das respostas para resolver alguns problemas da rotina desses profissionais”, disse Marco Túlio Pires, Google News Lab Lead no Brasil e América Latina, durante o 11o Colóquio Iberoamericano de Jornalismo Digital.

O colóquio faz parte da programação paralela do ISOJ (Simposio Internacional de Jornalismo Online) e aconteceu na Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos, domingo dia 15 de abril.

Marco Tulio Pires (Foto: Mary Kang)

Dia 20 de março, o Google anunciou um investimento de 300 milhões de dólares no Google News Initiative. A verba, segundo Pires, será dedicada a três frentes: melhorar a qualidade do jornalismo em geral, aumentar o número de acessos à notícias e criar ferramentas de tecnolgia para facilitar a prática do jornalismo.

Uma das inovações já apresentadas foi o “Subsbribe with Google” (faça assinatura com o Google, em tradução livre do inglês), uma ferramenta desenvolvida em parceria com diversos grupos de comunicação (a saber: Les Échos, Fairfax Media, Le Figaro, the Financial Times, Gatehouse Media, Grupo Globo, The Mainichi, McClatchy, La Nación, The New York Times, NRC Media, Le Parisien, Reforma, la Repubblica, The Telegraph, USA TODAY NETWORK andThe Washington Post) e que facilita o processo de assinatura de periódicos. Com a conta Google, e os dados dela, será possível assinar jornais e serviços de notícias com apenas um clic. A ideia é reduzir a resistência ao usuário a pagar por serviços de notícias.

“O produto foi desenvolvido com a ajuda de grandes empresas, mas poderá ser usado por qualquer meio de comunicação e pretende diminuir a resistência para o ingresso de novos assinantes”, disse Pires. “Estudamos formas de os meios de comunicação atraírem novos leitores e conseguir retê-los”, completou.

O Google News Initiative também vai disponibilizar 200 mil contas gratuitas de G Suite, um pacote de ferramentas desenvolvidas para facilitar o trabalho diário de jornalistas.

Na setor de análises de dados do Google, Pires apresentou o Consumer Insight, que entre outras ferramentas conta com o Propensity to Subscribe signal, que através de recursos de inteligência artificial, consegue calcular qual a possibilidade deste ou aquele usuário tornar-se assinante de um serviço de notícias. A ideia é permitir aos meios de comunicação que desenvolvam campanhas focadas nessa audiência.

“O jornal St Louis Dispatch começou a testar a ferramenta e já triplicou o número de assinaturas”, revelou Pires. “Estamos usando inteligência artificial para melhorar cada vez mais o produto”, completou.

Pires também explicou como o uso de inteligência artificial tornou possível a criação do “Documenting Hate” (documentando o ódio, em tradução livre), um projeto do Google e organizações de mídia como a ProPublica. Com a ferramenta Cloud Natural Language API é possivel identificar no Google News textos relacionados com crimes de ódio que estarão em uma base de dados que será disponibilizada  para jornalistas (https://www.univision.com/noticias/el-reporte-del-odio). A mesma ferramenta permite identificar comentários racistas em sites de notícias e facilita o acesso a esses usuários, que costumam se aproveitar do anonimato para destilar ódio na rede.

Entre as novidades ainda em desenvolvimento pela equipe do Google está o Google Cloud Voice API, uma ferramenta que permite a transcrição de áudios e que econimiza em 80% o trabalho de repórteres e produtores. A notícia da existência da ferramenta que terá serviço em espanhol e português entre outras línguas foi recebida com aplausos pelos presentes no colóquio.

Outro projeto em aperfeiçoamento é o Flourish, uma ferramenta que ajuda a criar visualização de dados de altíssima qualidade.

Seguraça digital foi também tema da apresentação do diretor do Google. Aberto para todos os meios de comunicação, o Projeto Shield usa a infraestrutura de segurança do Google para proteger os meios digitais de ataques cibernéticos do tipo DDoS.

“É uma ferramenta gratuita que pode ser usada por qualquer site e é especialmente útil em ano eleitoral”, disse Pires. “Antes de invadir qualquer endereço será preciso invadir o Google, o que aumenta substancialmente a segurança digital de quem usá-la”, explicou Pires.

Por fim, Pires falou do Outline, uma aplicativo que permitirá que jornalistas criem suas próprias VPN (very private networks, ou redes fechadas em tradução livre), que são protegidas por elaborado serviço de criptografia e asseguram privacidade em trocas de mensagens.




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