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Blog JORNALISMO NAS AMERICAS

Jornalistas ibero-americanos são reconhecidos com o Prêmio Rei da Espanha




O jornalismo de cinco países latino-americanos foi reconhecido com o Prêmio Rei de Espanha, conforme anunciado pela agência espanhola EFE e a Agência Espanhola de Cooperação Internacional do Ministério de Relações Exteriores do país.

O prêmio, que surgiu em 1983, reconhece o melhor do jornalismo em espanhol e português na Ibero-América e foi anunciado em 31 de janeiro.

O vencedor do Prêmio Ibero-americano de Jornalismo é Wilfredo Ernesto Miranda Aburto, repórter do semanário Confidencial, da Nicarágua, por seu artigo “Disparaban con Precisión: a matar” (Disparavam com precisão: para matar). A história documenta ferimentos graves e mortes de manifestantes supostamente assassinados por atiradores durante a repressão da polícia e forças paramilitares.

Miranda Aburto foi ameaçado de prisão por ter feito a reportagem e agora está exilado em Miami, conforme relatado pela WLRN. Ele disse à emissora que dedica o prêmio aos jornalistas Miguel Mora e Lucía Pineda, de 100% Noticias, que estão na prisão e aguardam julgamento.

O Prêmio de Imprensa foi entregue aos jornalistas argentinos Diego Cabot, Candela Ini e Santiago Nasra, do jornal La Nación. A reportagem vencedora, "Los cuadernos de las coimas" trata da "corrupção no governo anterior do país", segundo a EFE.

Uma equipe de jornalistas bolivianos ganhou o Prêmio Especial Ibero-americano de Jornalismo Ambiental e Sustentabilidade pela reportagem “Bolivia: Mafia le arranca los colmillos al jaguar, o gran felino de América” (Bolívia: Máfia arranca as presas da onça pintada, o grande felino da América). O trabalho foi publicado pelo jornal El Deber e pelo site Mongabay Latam.

O Prêmio de Televisão foi para o jornalista brasileiro Marcelo Magalhães e sua equipe cuja história “Os Piratas da Amazônia” foi transmitida pela Record TV.

Um projeto colaborativo entre a Univision Noticias e o site salvadorenho El Faro recebeu o Prêmio de Jornalismo Digital por sua série bilíngüe “De migrantes a refugiados: el nuevo drama centroamericano” (De migrantes a refugiados: o novo drama dos centro-americanos).

O Prêmio de Mídia Extraordinária da Ibero-América foi para o site brasileiro Amazonia Real.

O Prêmio de Rádio foi para uma equipe da espanhola Cadena Ser para a série de documentários “Vidas enterradas”, que relembra as pessoas mortas durante a Guerra Civil e a ditadura de Francisco Franco.

O Prêmio Don Quijote foi para Francisco Moreno, da Espanha, para o artigo de opinião do New York Times em Espanhol “La represión lingüística del español en Estados Unidos” (A repressão linguística do espanhol nos Estados Unidos).

Nuno Andrés Ferreira, de Portugal, venceu o Prémio de Fotografia e o apresentador espanhol da televisão mexicana Joaquín López-Dóriga foi homenageado “pela sua longa carreira”, segundo a EFE.

Os vencedores serão reconhecidos em uma cerimônia em Madri e serão premiados pelo rei e pela rainha da Espanha, informou a agência.




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