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Jornalista ameaçado e assassinado em Veracruz é terceiro repórter morto no México em uma semana




*Esta história está em desenvolvimento e será atualizada.

Em uma semana letal para a imprensa mexicana, um terceiro jornalista foi assassinado no país.

Jorge Ruiz Vázquez (Facebook)

Jorge Celestino Ruiz Vázquez foi baleado por volta das 9 da noite (hora local) na cidade de Actopan, no Estado de Veracruz, em 2 de agosto, de acordo com a organização Periodistas Desplazados y Riesgo México.

O jornal Ríodoce citou autoridades dizendo que Ruiz, repórter do El Gráfico de Xalapa, havia recebido ameaças de morte. Além disso, o jornal afirmou que a casa dele já havia sido atacada a tiros em três ocasiões.

O Ministério Público de Veracruz instruiu que todas as linhas de investigação sejam seguidas, particularmente o trabalho jornalístico de Ruiz Vázquez, de acordo com um comunicado de imprensa.

Além disso, o Ministério Público do Estado "investigará por que as medidas de proteção ditadas em favor da vítima e de sua família, que estavam em vigor, não foram cumpridas".

No entanto, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Veracruz escreveu via Facebook que "medidas de proteção em favor do jornalista Jorge Celestino Ruiz Vázquez foram implementadas em tempo hábil, de acordo com as exigências da Promotoria Especializada em Crimes Eleitorais e Crimes Contra a Liberdade de Expressão". Esses requisitos foram emitidos em 24 de abril de 2019, de acordo com o post.

Segundo o jornal El Universal, fontes da SSP disseram que a proteção solicitada pelo promotor estava relacionada à casa do jornalista, o que significa que não envolvia escolta.

A SSP disse que durante uma visita em 24 de julho, foi relatado que "ao se encontrar com os seguranças do prefeito de Actopan, seja na rua ou em outro lugar, eles dirigiam [ao jornalista] olhares agressivos ou de provocação, mas sem trocar palavras".

O governador de Veracruz, Cuitláhuac García Jiménez, do partido Morena, disse que Ruiz Vázquez fazia denúncias sobre a corrupção em Actopan e "era muito crítico em relação ao prefeito", José Paulino Domínguez, do partido PAN, segundo El Universal.

A publicação informou separadamente que o jornalista "denunciou criminalmente o assédio do prefeito de Actopan" em 24 de outubro de 2018.

Domínguez disse, no entanto, que "nunca no governo que presido a liberdade de expressão foi restringida nem nenhum comunicador foi agredido ou atacado", conforme relatado pelo El Universal.

"Eu digo isso sem rodeios: eu não estou envolvido na investigação acima mencionada ou nos eventos infelizes que ocorreram nesta sexta-feira", disse o prefeito, segundo a publicação.

Circularam informações a respeito de uma investigação de outubro de 2018 em que o jornalista denunciou danos ao seu veículo e apontou para funcionários municipais, segundo El Universal. Domínguez disse que instruiu para que aqueles apontados esclarecessem os fatos para o Ministério Público do Estado.

Ele também pediu a García Jiménez, governador do Estado, que seja realizada uma investigação detalhada e que os responsáveis ​​sejam levados à Justiça.

Ruiz é o segundo jornalista morto no México no dia 2 de agosto. Durante a manhã, Edgar Alberto Nava López foi baleado em uma praia no Estado de Guerrero. Ele era funcionário da prefeitura e administrador da página de notícias do Facebook La Verdad de Zihuatanejo.

Na noite de 30 de julho, o corpo do jornalista Rogelio Barragán foi encontrado no porta-malas de um carro no Estado de Morelos. Ele era diretor do site de notícias Guerrero Al Instante.




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