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Fundação jornalística colombiana FNPI passa a se chamar Fundação Gabo



Depois de 24 anos, a fundação jornalística criada pelo jornalista colombiano e ganhador do Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez, mudou de nome. A Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI, por suas iniciais em espanhol) é agora a Fundação Gabo, assumindo o apelido usado carinhosamente para se referir ao escritor.

A nova logo da Fundação Gabo, ex-FNPI.

Esta mudança de nome, lançada em agosto de 2019, responde à necessidade de incluir os múltiplos formatos, projetos e iniciativas que a fundação tem desenvolvido ao longo de mais de duas décadas, de acordo com seu site.

“Esta é uma decisão estratégica que foi avaliada com muito cuidado por mais de um ano. Participaram diferentes instâncias; inicialmente, foi feito um diagnóstico com assessores sobre a necessidade de alinhar o nome da fundação e suas principais iniciativas com vistas a ter, digamos, um maior dinamismo,um  reconhecimento mais amplo”, disse Jaime Abello Banfi, diretor geral da Fundação Gabo, ao Centro Knight.

Abello comentou que eles optaram pelo nome pelo qual o fundador é mais conhecido. "Então nós temos: Fundação Gabo, agora o Prêmio Gabo, o Festival Gabo e, finalmente, o outro projeto, o Centro Gabo", acrescentou.

“Esta é uma decisão concertada não só com o Conselho Diretor, mas com a família García Barcha, e que conta com o apoio de vários especialistas e consultores. Esperamos que isso signifique um impulso para o trabalho da fundação”, disse ele.

No entanto, trata-se apenas de uma mudança de marca, pois o objetivo segue sendo o mesmo, informou. A fundação continuará liderando iniciativas para que as novas gerações de jornalistas de países ibero-americanos sigam fazendo “o melhor jornalismo do mundo”. Ou seja, continuará com a formação de profissionais de imprensa e fomentando um jornalismo investigativo, independente, rigoroso, ético e criativo.

“A essência da missão se mantém e nosso compromisso com o jornalismo, mas também com a memória de Gabriel García Márquez, transformada em um ativo social para trabalhar pela criatividade, pelas histórias, não apenas com jornalistas, mas com outros setores da cidadania e da sociedade, especialmente crianças e jovens”, disse Abello. "E, em todo caso, insisto, a fundação terá o jornalismo como foco principal, mas não fará exclusivamente jornalismo", afirmou.

Nos últimos seis anos, a agora Fundação Gabo tem organizado o já renomado Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo. O antecedente dessa premiação é o Prêmio Novo Jornalismo Cemex + FNPI, que foi organizado de 2000 a 2010. Em suas numerosas edições, reconheceu e promoveu os melhores trabalhos jornalísticos ibero-americanos.

Além da premiação, a fundação organiza anualmente o concorrido Festival Gabo, que dura três dias em Medellín, na Colômbia, e no qual são celebrados os vencedores do Prêmio Gabo. Os interesses temáticos desses três dias incluem jornalismo, cidadania, cultura e tecnologia.

Além disso, durante o festival e ao longo do ano, a fundação oferece cursos que buscam reforçar as habilidades de jornalistas, tanto os jovens e como os mais experientes, em relação a novas ferramentas narrativas, gêneros e formatos da profissão.

O próximo festival acontecerá de 2 a 4 de outubro em Medellín.

A Fundação Gabo também tem um programa de ética jornalística, que se tornou um importante guia de valores para jornalistas e comunicadores em toda a região.

“A principal missão é o trabalho por um jornalismo melhor nos países de língua espanhola e portuguesa, especialmente por meio da formação. Mas também, agora vai ser parte da missão o legado de García Márquez, convertido em um fator de desenvolvimento social e cultural, que é o componente chamado Centro Gabo”, disse Abello.




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