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Colômbia declara crime contra a humanidade assassinato do jornalista Nelson Carvajal, morto em 1998



Vinte e um anos após o assassinato de Nelson Carvajal Carvajal, a Procuradoria Geral da Colômbia declarou o homicídio do jornalista um crime contra a humanidade.

Isso significa que o crime não vai prescrever até que os responsáveis ​​sejam encontrados, explicou a sentença. O documento observa que “há evidências suficientes para sustentar de maneira razoável que o assassinato do jornalista Nelson Carvajal Carvajal foi cometido como um ataque generalizado e sistemático, com pleno conhecimento e vontade de seus autores e determinantes, por enquanto desconhecidos”.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) e a organização Robert F. Kennedy Human Rights saudaram a decisão da Justiça colombiana. Também pediram que os esforços sejam redobrados para encontrar os autores materiais e intelectuais do assassinato e que eles sejam condenados.

Em uma sentença de 13 de março de 2018, a Corte Interamericana de Direitos Humanos responsabilizou o Estado colombiano pela morte de Carvajal. Nessa sentença, a Corte decidiu contra o governo colombiano por não garantir o direito da vítima à liberdade de expressão e exigiu que o Estado peça desculpas aos familiares do jornalista que, em sua maioria, tiveram que deixar o país posteriormente devido a ameaças.

A Corte exigiu também que as autoridades colombianas continuem as investigações e mostrem os resultados em um prazo razoável. “A Corte considera que o assassinato de Nelson Carvajal Carvajal se inscreve dentro de um contexto generalizado de impunidade pelos homicídios de jornalistas que ocorreram na época dos fatos ocorridos neste caso na Colômbia”, sentenciou o tribunal internacional.

Em cumprimento a essa sentença, em março de 2019 o Estado da Colômbia pediu perdão pelo assassinato de Carvajal, no âmbito da reunião semestral da SIP realizada em Cartagena, segundo o jornal El Espectador.

Naquela reunião, Edison Lanza, Relator Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), afirmou que o crime poderia ter sido resolvido nos primeiros meses, mas não foi o que aconteceu, publicou o jornal.

Carvajal morreu em 16 de abril de 1998 após ser baleado sete vezes ao deixar uma escola no município de Pitalito, departamento de Huila, onde era professor. Até o momento de sua morte, Carvajal era diretor do noticiário Momento Regional e das rádio-revistas Mirador de la Semana, Amanecer en el Campo e Tribuna Médica na emissora Radio Sur, segundo a FLIP. O jornalista cobria a corrupção local e a lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico.




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