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Jornalista hondurenha que já havia recebido ameaças de morte denuncia atentado com arma de fogo



Sandra Maribel Sánchez, uma jornalista da Radio Progreso em Tegucigalpa, Honduras, que já havia recebido ameaças de morte, disse que um homem apontou uma arma para a cabeça dela no momento em que ela chegava em casa no dia 26 de setembro.

A jornalista hondurenha Sandra Maribel Sánchez disse que um homem armado a abordou em frente à sua casa. (Reprodução)

O homem desceu de uma motocicleta, apontou uma arma para a cabeça dela e ordenou que ela permanecesse no veículo, disse a jornalista à EFE. O homem então fugiu quando viu um carro se aproximando, acrescentou.

Em uma coletiva de imprensa, o diretor da Radio Progreso, o padre jesuíta Ismael Moreno, condenou o incidente, caracterizou-o como tentativa de sequestro ou assassinato e responsabilizou diretamente a “ditadura de Juan Orlando Hernández”, as Forças Armadas e a Polícia Militar da Ordem Pública, publicou a Rádio Progreso em sua página no Facebook.

"Qualquer que seja o objetivo de apontar uma arma para a cabeça de uma pessoa, isso não é normal. Em Honduras, normalizamos a violência porque, pela força de viver em violência, acreditamos que é normal. Por que uma jornalista deve ter uma arma apontada para sua cabeça por reportar?”, questionou Sánchez durante a conferência de imprensa, como publicou a Radio Progreso.

Segundo a EFE, Sánchez acredita que essa ameaça se deve à sua posição crítica em relação aos três poderes do Estado e ao Ministério da Segurança.

Um dos advogados da organização hondurenha Comitê para a Liberdade de Expressão, C-Libre, descreveu o evento como uma tentativa de assassinato e um ataque direto à liberdade de expressão, publicou a Radio Progreso.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu que as autoridades do país conduzam uma investigação minuciosa sobre o incidente e expressou seu apoio e solidariedade a Sánchez, segundo a EFE.

O diretor da Radio Progreso disse que buscará proteção para a jornalista, que, segundo ele, foi vítima de vários incidentes e ameaças de morte nos últimos anos. Moreno mencionou como exemplo a ocasião em que um grupo especial da polícia entrou violentamente na casa de Sánchez, sem qualquer justificativa, publicou a Radio Progreso.

"Nós jornalistas temos o enorme desafio de contribuir para que as coisas no país mudem, de exercer nosso trabalho livremente, sem temer que as ameaças acabem com nossas vidas", disse Sánchez no final da conferência de imprensa, publicou a Radio Progreso. "Vou continuar a fazer jornalismo, foi o que aprendi a fazer, foi o que escolhi fazer e é o que continuarei a fazer", disse ela.



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