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Jornalistas estão presos em Cuba, Honduras e Venezuela por seu trabalho, de acordo com relatório anual do CPJ




Três jornalistas em Cuba, Honduras e Venezuela estão entre os 250 jornalistas presos em todo o mundo por seu trabalho, de acordo com um relatório especial anual do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Eles são o jornalista cubano Roberto de Jesús Quiñones, o venezuelano Jesús Medina Ezaine e o jornalista hondurenho David Romero Ellner.

Quiñones começou a cumprir pena de um ano por resistência e desobediência em 11 de setembro de 2019. O jornalista da CubaNet foi detido e espancado pela polícia enquanto cobria um julgamento, segundo o CPJ. Depois que ele foi libertado, o Ministério Público cubano disse que ele resistiu à prisão e o sentenciou a pagar uma multa, que o jornalista se recusou a pagar, de acordo com o que a ABC.es noticiou na época. Ele foi condenado e recorreu da sentença, mas depois notificado que não haveria novo julgamento, de acordo com o Artigo 19 do México e outras organizações que divulgaram uma nota conjunta após o incidente.

Medina foi detido em 29 de agosto de 2018 por agentes do Serviço Nacional Bolivariano de Inteligência (Sebin) enquanto ajudava alguns colegas na execução de uma reportagem em uma estação de metrô de Caracas. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, associação criminosa, enriquecimento ilegal contra atos da administração pública e incitação ao ódio, informou o CPJ. Um tribunal comum ouvirá seu caso, no entanto, ele está detido na prisão militar de Ramo Verde, conforme publicado pelo jornal venezuelano El Nacional. Medina é o único jornalista latino-americano da lista este ano que também estava preso no ano passado.

Em Honduras, Romero foi detido em março de 2019 para cumprir uma sentença de 10 anos de prisão pelo crime de difamação. A operação policial que resultou em sua prisão foi transmitida pela TV Honduras. Em 2016, um tribunal o considerou culpado de difamar a ex-promotora Sonia Inés Gálvez em uma reportagem sobre supostos atos de corrupção transmitidos na Radio Globo, sua estação de rádio.

Os dados do CPJ estão atualizados a partir de 1º de dezembro de 2019 e incluem jornalistas sob custódia do governo e apenas aqueles presos por causa de seu trabalho. A lista não inclui jornalistas que foram presos e libertados antes desse período.




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