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Apresentador de TV de Trinidad e Tobago teria sido despedido por ser muçulmano




A demissão do apresentador de TV Fazeer Mohammed pelo Caribbean New Media Group (CNMG), grupo estatal de comunicação de Trinidad e Tobago, gerou protestos entre ativistas e organizações de jornalismo, para os quais o jornalista teria sido dispensado por ser muçulmano, informou o Trinidad Express.

Durante o programa de TV First Up do dia 4 de novembro, Mohammed discutiu com o ministro de Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, Suruj Rambachan, sobre o papel da mulher no mundo islâmico e como isso afetava sua visão da primeira-ministra do país, Kamla Persad-Bissessar, explica o Express. Dois dias depois, o jornalista foi demitido.

Segundo o Trinidad and Tobago Guardian, o diretor executivo da Islamic Broadcasting Network, Inshan Ishmael, afirmou que a demissão de Mohammed é parte de uma "flagrante discriminação religiosa" contra os muçulmanos por parte do governo. Diversos grupos islâmicos organizaram protestos contra o CNMG. O presidente da Associação de Profissionais de Mídia do Caribe, Wesley Gibbings, disse que o jornalista foi "politicamente atacado" por sua independência. A Associação de Mídia de Trinidad e Tobago considera a saída do apresentador “claramente alinhada com o governo".

A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar disse que Mohammed foi transferido de função, por conta de uma reestruturação do CNMG, não demitido, acrescentou o portal Caribbean360.



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