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Escândalo das escutas telefônicas de jornal britânico se alastra pelos Estados Unidos




O escândalo das escutas telefônicas que abalou o jornalismo britânico e o império midiático de Rupert Murdoch, causando o fechamento do tabloide News of the World, continua a se alastrar pelos Estados Unidos, com a prisão, em Londres, do editor do dito tabloide, que vive em Hollywood, afirma o New York Times.

James Desborough foi a Londres nesta semana para ser preso pela Scotland Yard sob a suspeita de conspiração para interceptar correios de voz, disse o jornal The Independent.

O editor, de 39 anos, havia sido transferido para Hollywood em 2009, ano de sua nomeação como um dos melhores repórteres britânicos do show business. Entre seus "furos", segundo o Los Angeles Times, há detalhes do divórcio entre Paul McCartney e Heather Mills. Mills acha que seu telefone foi grampeado pelo Mirror, outro tabloide londrino. O LA Times suspeita que a prisão de Desborough "poderia levar a uma investigação mais aprofundada das práticas do News of the World e de outros jornalistas de tabloides nos Estados Unidos."

Em sua cobertura da prisão de Desborough, o jornal inglês Guardian apontou que se o editor "estava envolvido em escutas telefônicas na Grã Bretanha, deve-se questionar se ele também realizava essa prática nos EUA. E, caso isso se confirme, seria ele o primeiro e único jornalista do News of the World a grampear telefones ilegalmente em território americano?"

Embora Rupert Murdoch tenha empreendido uma vigorosa defesa de sua empresa News Corp., que abarca também o Wall Street Journal e a Fox News, o diretor executivo teve de encarar mais notícias ruins esta semana, quando um ex-repórter do News of the World, Clive Goodman, revelou a existência de uma carta escrita por ele há quatro anos, na qual afirmava que a administração superior do jornal era totalmente ciente das escutas telefônicas ilegais, apesar do que alegaram publicamente, reportou o Guardian.

A declaração de Clive Goodman "também levanta sérias questões a respeito do assessor e amigo próximo de Rupert Murdoch, Les Hinton, que teria recebido uma cópia da carta sem tê-la entregado à polícia", disse o Guardian. Na mesma matéria, o jornal acrescenta que Hinton e outros executivos da News Corp. também afirmaram ao Parlamento inglês que os editores do News of the World não sabiam "sobre a interceptação dos correios de voz de figuras públicas e que Goodman era o único jornalista envolvido".



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