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Família de jornalista guatemalteca desaparecida há 30 anos exige justiça




Trinta anos após o desaparecimento da jornalista, poetisa e ativista guatemalteca Alaíde Foppa, organizações de jornalismo e de direitos humanos apoiaram a família dela na apresentação de um recurso à Suprema Corte da Guatemala, pedindo que as autoridades investiguem o caso, noticiou o IFEX. A família apresentou o recurso em 24 de novembro, véspera do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

"Embora três décadas tenham se passado desde o desaparecimento dela, os responsáveis precisam ser identificados, julgados e punidos", disse a família em comunicado. "Se queremos uma Guatemala democrática, em que o Estado proteja os cidadãos ao invés de persegui-los, então não podemos permitir que crimes cometidos no passado recente continuem impunes. Devemos lutar por justiça e pelo fim da impunidade. Essa é a única maneira de garantirmos um futuro melhor e de que crimes como esse não sejam cometidos de novo, como diz a campanha campanha Nunca Mais".

Foppa foi sequestrada em dezembro de 1980, supostamente por agentes do Estado, segundo o Centro de Reportes Informativos Sobre Guatemala (Cerigua). Um processo foi instaurado na Espanha em 1999.

Segundo o ElPeriódico, Foppa foi sequestrada pouco tempo depois de voltar do exílio no México, para exigir justiça pela morte de seu filho, Juan Pablo Solórzano Foppa, também em 1980. Outro filho seu, Mario Solórzano Foppa, que era editor do jornal Nuevo Diario e diretor do programa de TV Estudio Abierto, foi assassinado a tiros em 1983. Os corpos de Foppa e seus filhos nunca foram localizados, de acordo com a EFE.

Foppa e seus filhos sumiram durante a Guerra Civil da Guatemala, que durou 36 anos e deixou mais de 200 mil mortos e 50 mil desaparecidos. A Comissão Nacional para o Esclarecimento Histórico, apoiada pela Organização das Nações Unidas, culpou o governo por 93% dos crimes de guerra e disse que "atos de genocídio" foram cometidos contra a população Maia na Guatemala.



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