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Jornais condenam decisão do WikiLeaks de publicar mensagens da diplomacia americana na íntegra




A divulgação, na íntegra, de 251.287 mensagens da diplomacia americana pelo WikiLeaks foi criticada por jornais e organizações jornalísticas, informaram a France Presse e a Associated Press.

Depois de informar, pelo Twitter, que as mensagens secretas da diplomacia americana estavam disponíveis para consulta no site de vazamento de informações, o WikiLeaks pediu doações aos usuários para aumentar a capacidade de seu sistema de busca, que havia ficado sobrecarregado.

Os jornais The Guardian, The New York Times e El Pais e a revista Der Spiegel, ex-parceiros do WikiLeaks, condenaram a divulgação dos documentos, segundo a CNN. "Condenamos a decisão do WikiLeaks de publicar as mensagens do Departamento de Estado na íntegra, que pode colocar fontes em risco. Nossos acordos com o WikiLeaks se baseavam no fato de que só publicaríamos documentos previamente checados", dizia um comunicado divulgado em conjunto pelas publicações.

Além disso, a Repórteres Sem Fronteiras anunciou que tiraria temporariamente do ar um site espelho do WikiLeaks, como forma de proteger as fontes. A organização, que começou a hospedar um site espelho do WikiLeaks em dezembro de 2010, argumentou que "não está claro se vidas foram colocadas em perigo com essas revelações; a repercussão que elas podem ter para os informantes (...) não podem ser negligenciadas". Apesar disso, a RSF acrescentou que o WikiLeaks "fez algo muito útil ao tornar informações vitais disponíveis para o público" dos EUA e do mundo todo.

O WikiLeaks disse ter decido divulgar os documentos na íntegra depois de as mensagens terem sido reveladas por um falha de segurança, informou o Spiegel Online.

Em comunicado, o WikiLeaks culpou o Guardian pela falha de segurança, acusando o jornal de ser negligente com senhas.

O Guardian negou as acusações, as quais chamou de "sem sentido.

Segundo o Sydney Morning Herald, o risco da divulgação dos documentos na íntegra está no fato de que "3,3 mil fontes da diplomacia americana, entre elas muitas de regimes autoritários e anti-EUA", poderiam ser presas ou até morrer se descobertas.

No entanto, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, proibido de deixar a Inglaterra por causa de acusações de crimes sexuais na Suécia, defendeu o site, afirmando que "não há notíciais de fontes de que o WikiLeaks tenha causado a morte de qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo", noticiou o Huffington Post.



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