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Jornalismo de dados: Recursos para ajudar repórteres a coletar, organizar e analisar dados



Ao longo dos últimos anos, a ubiquidade do jornalismo de dados aumentou. No ano passado, o Guardian publicou um guia sobre como se tornar um jornalista de dados, e no início de outubro Poynter publicou cinco dicas essenciais para começar no jornalismo de dados.

Mas o que exatamente é jornalismo de dados? A cobertura jornalística com base em dados é uma combinação de variados campos – de design gráfico a pesquisa investigativa. Mas esta definição nebulosa pode deixar alguns jornalistas confusos quanto ao que realmente é, e como começar.

O primeiro passo para se tornar um jornalista de dados é achar as informações. Atualmente existem inúmeras fontes online que facilitam este processo. Para os interessados em iniciar a coleta, o site Data Driven Journalism fornece aos usuários uma coleção de recursos de aprendizagem, como “eventos, ferramentas, seminários, entrevistas e estudos de casos".

Tim Davies também criou um site, Open Data Cook Book, que fornece aos visitantes um guia passo-a-passo sobre como encontrar e utilizar dados abertos, ou seja, disponíveis gratuitamente para uso, sem restrições de direitos autorais ou patentes.

Da mesma forma, Get the Data fornece um espaço de fórum para os usuários responderem e perguntarem sobre como encontrar dados relativos a um problema particular (por exemplo, "Onde posso encontrar a proporção de alunos por professor das escolas de Birmingham?"). Um bom complemento é o site Is it Open Data?, concebido para permitir aos internautas descobrir se as informações são provenientes de bases de dados abertos.

O site do governo dos Estados Unidos, Data.gov está trabalhando para melhorar sua coleta de sites de dados abertos. Ele fornece informação por cidade, estado e país. Atualmente, o site contém bases de dados de 29 estados e 11 cidades americanas, 172 agências e 21 países.

Devido ao acesso limitado à informação na América Latina, data.gov não contém recursos de dados abertos sobre países latino-americanos. No entanto, existem vários sites que oferecem informações específicas sobre dados relacionados à América Latina. Por exemplo, o Instituto para o Estudo de grupos violentos já apresentou e publicou uma pesquisa com código aberto sobre a violência transnacional na fronteira EUA/México e na América Latina. A base de dados com código aberto DAVE também fornece aos usuários interpretação geoespacial dos dados.

O Centro Knight para o Jornalismo nas Américas também conta com mapas interativos sobre leis de acesso à informação na América Latina e sobre os ataques à imprensa mexicana.

Acessar os dados é apenas metade da batalha, já que os jornalistas também precisam ser capazes de compilar, interpretar e organizar os dados recolhidos. O site da IBM Many Eyes é uma ferramenta que ajuda a criar visualizações de base de dados. Yahoo! Pipes é um acessível agregador de dados e Google Fusion Tables é uma aplicação de tabelas que também cria visualizações de dados. Google também criou Google Public Data Explorer, um programa projetado para "fazer com que grandes conjuntos de dados sejam fáceis de explorar, visualizar e comunicar".

Estes são apenas alguns dos recursos gratuitos disponíveis na internet. Outras ferramentas incluem Data Hub, que oferece uma coleção de várias bases de dados públicos; Dipity, que permite criar linhas do tempo interativas; Codeacademy para jornalistas que queiram aprender códigos; Spending Stories para ajudar repórteres a usar ferramentas para a análise do gasto público e Amazon’s Public Data sets.


Other Related Headlines:
» The Guardian (The future of open journalism)


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