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Jornalista que denunciava violência na internet é decapitada no México




A jornalista María Elizabeth Macías Castro, chefe de redação do jornal Primera Hora, foi encontrada morta, decapitada, na cidade mexicana de Nuevo Laredo, na fronteira com os Estados Unidos, no sábado 24 de setembro, informou o portal Terra.

Junto ao corpo da jornalista foi encontrado um bilhete, que dizia: “Nuevo Laredo ao Vivo e outras redes sociais, eu sou A Garota de Laredo, apelido usado no site por quem postou a denúncia, e estou aqui por causa das minhas informações e das de vocês. Para aqueles que não acreditam, isso me aconteceu por causa de minha ações, e por acreditar no exército e na marinha". O texto foi assinado com a letra Z, uma referência ao temido cartel Los Zetas.

Macías, de 39 anos, utilizaria o pseudônimo “A garota de Laredo” no site Nuevo Laredo Vivo, uma espécie de sala de bate-papo sobre violência, incluindo denúncias.

Dez dias antes, os corpos de dois jovens haviam sido encontrados junto a uma ameaça a um blog e a dois sites da mesma cidade.

O jornal Primera Hora, de propriedade de Benjamín Galván, prefeito de Nuevo Laredo, não publica notícias sobre o narcotráfico e não noticiou a morte da jornalista, vista pela última vez na sexta-feira 23 de setembro, quando saía para trabalhar, de acordo com o site Sin Embargo.

O México é considerado o país mais perigoso da América Latina para o exercício do jornalismo. Veja aqui um mapa do Centro Knight sobre ataques à imprensa no México.




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